COMENTÁRIOS

Queridas mãe,

É sempre um prazer receber e compartilhar seus comentários à respeito dos post x suas experiências e dúvidas, todos sempre são publicados com muito orgulho, mas peço um enorme favor : NÃO MENCIONEM MEDICAÇÕES em seus comentários pois não poderei publicar. Não somos médicas e sim mães. Somente um médico pode receitar medicamentos e às vezes um remédio que é excelente para uma criança não faz efeito em outra podendo causar mais danos do que melhora.
Sei que posso contar com a compreensão e ajuda de vocês.

Obrigada por acreditarem nas minhas palavras e por compartilha-las.

Bj

Vivian Braunstein

PARA REFLETIR

Uma vez Fernanda Montenegro respondeu à Marília Gabriela que ser mãe é não dormir nunca mais. Concordo e acrescento: ser mãe é não parar de se preocupar nunca mais. Toda mãe é um pouco médica para cuidar, um pouco engenheira para construir com Lego, um pouco escritora para inventar histórias na hora de dormir, um pouco professora na hora de ensinar e muito mãe na hora de amar.







sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Tirania Infantil



Semana passada um amigo me mandou um artigo do Contardo Calligaris sobre tirania infantil como sugestão de assunto para o blog. Tema interessante, que me fez pensar durante o carnaval.
O que é realmente a tirania infantil? Pelo que pesquisei, são atitudes desconfortáveis aos pais, cometidas por crianças desprovidas de limites ou que tem limites em excesso. Até aí, tudo bem; mas como detectar se as manhas e birras são realmente tiranias ou se são parte do desenvolvimento. Até os 4 anos a criança usa destes artifícios para se impor e isto é normal, assim como as mordidas e brigas com os amiguinhos de escola. Já falamos sobre isso; faz parte da sociabilização e da compreensão do mundo.
Não podemos esquecer que hoje, a maioria dos pais realmente faz quase tudo que as crianças querem não só pelo sentimento de culpa causado pela ausência (principalmente das mães), mas também por uma questão financeira. Experimente comprar uma bolacha que não tem o personagem da moda na embalagem ou que não seja igual a que o amiguinho/ amiguinha leva na lancheira. Eles simplesmente não comem e lá vai seu suado dinheiro para o lixo junto com as bolachas mofadas. O poder das crianças sobre os adultos é tão grande que elas decidem 80% das compras da casa (InterScience 2003).
Então onde está realmente a tirania? Na manifestação desesperada de crianças que precisam de ajuda (ou seriam os Pais que precisam de ajuda?) ou no nosso estilo de vida aonde uma criança escolhe até a marca do sabão em pó?
O desenvolvimento das crianças segue algumas regrinhas básicas que não tiveram tantas alterações desde que foram analisadas por Freud, Piaget, Pavlov, Skiner e outros profissionais consagrados de séculos anteriores. É lógico que os fatores sociais têm grande influencia. Meu filho faz coisas que o pai dele e eu não fazíamos na sua idade. Nesse aspecto ele é bem mais maduro do que nós éramos aos quase 4 anos. Hoje as crianças já nascem no computador e na frente da televisão. Deve ter algum ajuste biológico no cérebro para absorver tanta informação, mas ainda acho que o problema não está nos filhos e sim nos pais.
Nunca foi fácil educar uma criança. Em outras épocas os pais mandavam os filhos para colégios internos, e os padres e freiras que se virassem. Longe dos pais as crianças perdiam o referencial e acabavam se comportando. Eram condicionadas para isso, e se fizessem alguma coisa errada, dá-lhe castigo. Alguém ousava contestar? Saiam de lá “preparadas para vida”. Mas felizmente as coisas não são mais assim e temos a oportunidade de formar pessoas melhores do que nós.
Calligaris fala em seu artigo que os pais enxergam os filhos com extensão de suas vidas finitas. Não sei, pode ser. E se for, é melhor tratarmos de aprender a sermos pais equilibrados no que permitir ou não. Não é tarefa fácil, mas com certeza vale a pena. A futura saúde mental de seus filhos agradecem.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Carnaval



Nunca gostei de Carnaval. É uma questão de gosto pura e simples, mas minha mãe sempre me fez acompanhar minha irmã nos bailes e mesmo contrariada sempre fui. Bom, mas agora que tenho um filho pequeno, acho que uma matinê pode ser uma boa pedida para que ele descarregue toda a energia acumulada em tantos dias sem escola. Ou vamos para matinê ou para praia, ou como no ano passado aos dois.
Separei algumas matinês programadas nos bons clubes de São Paulo. É prudente confirmar nos clubes antes, principalmente se você não é sócio.

Clube Espéria - Av. Santos Dumont, 1313 - Santana - Zona Norte - São Paulo/SP - Tel.: (11) 2223-3300. “Neste carnaval, as crianças vão curtir pra valer nesta Festa à Fantasia, com decoração temática do Ben 10 e das Princesas da Disney. Na festa, haverá, para a garotada, um desfile de fantasias, DJ, personagens caracterizados, recreação, sorteio de brindes e fantasias, serviço de bar e muita diversão! Não deixe seus filhos fora dessa. Traga-os fantasiados para participarem do desfile e tirarem fotos.” Data: 24/02 - das 14h às 18h - Local: Salão Azul - Associado - R$ 15,00 e Convidado - R$ 25,00 - Para mais informações: 2221-2344

Clube Pinheiros - Rua Angelina Maffei Vita, 493 - Jardim Europa - São Paulo/SP- Tel.: (11) 3598-9700. “Matinê Carnavalesca - A criançada não pode perder a Matinê, com diversas atrações em um espaço especialmente dedicado ao público infantil. Animação - Banda Nova GeraçãoShow e Bateria Mirim da Escola de Samba Rosas de Ouro. Monitoria Infanti. lPara as crianças se divertirem ainda mais, com pintura facial. Data: 24/02/09 – sem informação de horário - Associado: entrada gratuita, mediante a apresentação da carteira social e Convidado de associado: R$ 25,00. Venda, a partir de 7/2, na Central de Atendimento.

Clube Atlético Juventus – Rua Comendador Roberto Ugolini, 20 – Mooca – São Paulo – Tel.: (11) 2065-6555. “O Clube Atlético Juventus realiza o Carnaval “Moleque Travesso” no salão nobre. A animação, das e 3 matinês, ficará por conta da Banda Condors. Data: 22/02/09, 23/02/09 e 24/02/09 - das 15h às 18h. – sem informação de preço - Mais informações nos telefones 2065-6555 e 20656558.

Clube Paineiras do Morumby - Av. Dr. Alberto Penteado, 605 - Morumbi - São Paulo - SP – Tel.: (11) 3779-2000. “O clube realizará as tradicionais matinês de carnaval no salão nobre com muita recreação, oficinas de carnaval e pintura artística. Além, claro de muita agitação e folia, que não podem faltar nesta época do ano. No dia 21 às 15h, no saguão social será realizado o desfile de fantasias para crianças e adolescentes até 16 anos. Todos poderão vir desfilar com as suas melhores fantasias, porque as mais bonitas e criativas vão ganhar um prêmio especial.” Data: 21/02/09 e 22/02/09 – à partir das 13h - sem informação de preço.

Esporte Clube Banespa – Av. Santo Amaro, 5355 – Alto da Boa Vista – Tel.: (11) 5536-8200 – Carnaval infantil 2009 com DJ e dançarinos do Grupo Impactu’s - Data 22/02/09, 23/02/09 e 24/02/09 – horário não informado – Associados – entrada gratuita e Convidados – não informado.

Clube Atlético Paulistano – Rua Honduras, 1400 – Jardim Paulistano – São Paulo – SP – Tel.: (11) 3065-2000 – “O baile infantil contará com a presença de maquiadores, que farão desenhos nos rostos dos pequenos. A banda responsável será a Nautiluss VIP.” Data: 24/02/09 – Salão de festas – das 15:00 às 18:00h – Associados – entrada gratuita e Convidados – R$ 25,00. Cada associado tem direito a um convidado gratuito, em convite nominal e intransferível a ser reservado com antecedência. Vendas de ingressos : a partir de 12/2, na central de atendimento (8h30 às 18h) e na secretaria avançada da garagem (após as 18h).

Todas as informações foram retiradas dos sites oficiais dos clubes. Não me responsabilizo por alterações ou divergências encontradas em outros meios de contato.
Caso seu negócio não seja mesmo baile de carnaval em salão e vai passar os dias na praia, segue a tendência de tempo para os dias do feriado.

Sex, 20/02
Sol com algumas nuvens. Não chove.
máx: 31ºC
mín: 15ºC
chuva: 0mm


Sáb, 21/02
Sol com algumas nuvens. Não chove.
máx: 30ºC
mín: 16ºC
chuva: 0mm


Dom, 22/02
Sol com algumas nuvens. Chove rápido durante o dia e à noite.
máx: 30ºC
mín: 17ºC
chuva: 15mm


Seg, 23/02
Sol com algumas nuvens. Não chove.
máx: 27ºC
mín: 16ºC
chuva: 0mm


Ter, 24/02
Sol com algumas nuvens. Não chove.
máx: 25ºC
mín: 14ºC
chuva: 0mm


*Atenção! Esta tendência é resultado de modelos matemáticos e não tem interferência direta dos meteorologistas. Estes valores podem variar muito de um dia para o outro.
Fonte : Climatempo - http://www.climatempo.com.br/previsao.php?CODCIDADE=558 acessado em 15/02/09

Independente de sua opção tenha um ótimo carnaval.

Bjs

Vivian Braunstein

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

BIRRA

Assista ao vídeo antes de ler.

video

Se você tem filho / filha em idade pré-escolar com certeza já passou por isso. Seu pequeno (a) gritando e esperneando num lugar público só porque você não fez o que ele / ela quis. Todo mundo fica olhando e você quer dar uma de ema e enfiar a cabeça num buraco de tanta vergonha. Calma, nem tudo está perdido.
A birra faz parte do desenvolvimento infantil e todas as crianças pequenas fazem em maior ou menor grau. Mas por quê?
Até mais ou menos 4 anos, a criança é egocêntrica e acha que o adulto tem obrigação de entendê-la e de fazer tudo o que ela quer. Somado a isto, muitas vezes ela não sabe se manifestar direito através das palavras, fazendo prevalecer sua força através da birra. Se o adulto cede à chantagem emocional seja por pena, seja por vergonha (na maioria das vezes as crises são no meio do supermercado ou no corredor do Shopping), ele condiciona a criança a obter o que deseja através da birra, e o pior: ela vai se aperfeiçoando na arte de fazer birra.
A combatividade é natural em crianças pequenas. Elas batem e mordem os amiguinhos (forças iguais) na disputa por um objeto ou pela atenção de um adulto e fazem birra quando o oponente é nitidamente mais forte (o próprio adulto). Os pedagogos e psicólogos não aconselha podar as manifestações infantis e sim conduzir a criança à próxima fase do desenvolvimento, usando um reforço, do tipo: “Peça por favor que a mamãe / papai faz, não precisa ficar tão bravo, é só pedir” ou “A mamãe / papai não tem dinheiro agora, não podemos sair da loja com o brinquedo sem pagar !!! Levar sem pagar é errado.” ou ainda, “Em casa tem um biscoito mais gostoso de que esse, é aquele que você adora”. É importante evitar o uso da palavra “não”. Sei que é difícil, mas é uma questão de treino. Outra coisa importante e também difícil: Procure manter a calma e falar carinhosamente. Se você começar a brigar, incentivará a combatividade e consequentemente aumentará o escândalo. Já passei muita vergonha no Shopping, mas também já consegui sair da loja de brinquedos ilesa, sem “pitis” e sem comprar nada. Demorou, mas consegui convencer meu filho de que naquele momento ele não precisava daquele brinquedo. Não sou o tipo de mãe radical que acha que presente é só no Natal e no aniversário, mas seleciono um pouco “o querer”; caso contrário precisaria de outro apartamento (e mais dois empregos simultâneos) para guardar tudo que meu filho pede. É preciso saber dosar o sim e o não. Brinquedos são importantes para o desenvolvimento infantil. São ferramentas para as brincadeiras e para socialização. Crianças pequenas não permanecem muito tempo focadas numa única atividade e precisam diversificar. É por isso que no final do dia, parece que passou um furacão no quarto do seu filho / filha.
Os presentes também podem funcionar como um reforço positivo. Alguns profissionais e pais são contra “comprar” as crianças, mas em fase pré-escolar elas não entendem bem abstrações e referencias fora de seu contexto. Ex. Se você estudar agora arrumará um bom emprego quando for adulto. Helo!!! Para criança ser adulto é poder fazer o que a mãe não deixa. Elas não têm noção do que é emprego. O que funciona mesmo é: Se você passar de ano te dou um Wii.

Bjs e boa sorte.
Vivian Braunstein

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Volta às aulas – Para mães veteranas


Todo ano quando nossos pequenos voltam às aulas percebemos um misto de excitação e ansiedade quanto ao que irão encontrar. As saudades da escola, dos amiguinhos, dos professores e profissionais de apoio que sempre tratam as crianças com muito carinho, fazem com que “caiam da cama” na segunda feira antes de precisarmos chama-los. Nos primeiros anos, provavelmente eles não entendam bem que as classes do ano anterior serão mudadas, as professoras trocadas, alguns amiginhos não estarão mais e novos amiguinhos se juntarão à turma. Nos demais anos talvez já estejam tão acostumadas que ”tiram de letra”.
Mesmo que a escola seja a mesma, e que seu filho / filha esteja completamente familiarizado com tudo, como se a escola “fosse sua”, todo início de ano é uma nova adaptação para as crianças e para os pais que podem ficar angustiados e com dúvidas quanto às mudanças.
Para a criança, num primeiro momento a nova professora toda sorridente e simpática pode se transformar em feia e chata se comparada à “tia” do ano passado, e todo amiguinho novo pode ser encarado como um intruso. Isso é normal e passa após a primeira semana de aulas.
O que reparei neste ano foram algumas insatisfações vindas dos pais, inclusive as minhas, em relação às novas turmas. Conversei com vários pais de outras escolas e todos, sem exceção, tinham histórias (suas e de conhecidos) para contar sobre as expectativas frustradas nas separações de turma.
Acredito que realmente deva ser bem difícil montar uma malha de vínculos, já que vale a máxima popular: “João que gostava de Maria que gostava de José que gostava de Paula que gostava de Antônio e assim por diante”, e que é difícill contentar a todos, mas gostaríamos que nunca fosse o nosso filho o descontente.
O que percebi conversando com educadores de fora da escola e com pais que já passaram por essa situação, é que crianças expansivas acabam sendo “coringas” na formação de turmas, por se relacionarem com outras crianças com maior facilidade. Espero que isso seja bom e que não gere frustrações maiores nessas crianças que precisam aprender a equilibrar a facilidade de adaptação à defesa seus espaços de forma que a sua flexibilidade não atrapalhe seus objetivos e anseios.
A nossa maior missão como pais é orientar nosso filhos para que eles sejam pessoas bem resolvidas, e estruturadas física e emocionalmente, por isso saber lidar com as frustrações é importante, mas fazer valer os seus direitos também é.

Beijos e bom recomeço.

Vivian Braunstein

Volta as Aulas – Para mães de 1º viagem


Esta semana começaram as aulas na maioria das escolas particulares, o que foi um alívio para muitas mães, que já não sabiam mais o que fazer com seus filhos nas férias, mas um momento de angústia para outras tantas que estão colocando seu filho / filha na escola pela primeira vez. Aparecem muitas dúvidas quanto à idade certa, se a escolha da escola foi adequada, qual melhor período – manhã ou tarde, se sua criança irá se adaptar. Tantas dúvidas são normais e parte do aprendizado de ser mãe / pai. De todas as dúvidas somente uma tem resposta exata: Com certeza de uma forma ou de outra, em maior ou menor tempo seu filho / filha irá se adaptar e ser feliz.
Quanto às outras dúvidas, as respostas são relativas e cada criança / família tem um verdade diferente que condiz com sua realidade de vida. Então vamos às opções:
A idade certa – É comum encontrar na literatura pedagógica, a afirmação de que a idade ideal para uma criança ingressar na escola é 3 anos, quando se inicia o processo de triangulação (Édipo) e a relação dual mãe-filho (a) começa a dar espaço à socialização. Era assim antigamente; as escolas só aceitavam crianças acima desta idade. Abaixo disso só na creche, aonde nem sempre havia professoras e pedagogas e sim berçaristas. Hoje, guardando todo o respeito a Piaget, Winnicott e tantos outros que são referencias na educação, a vida das famílias mudou: a maioria das mães trabalha fora e precisa voltar da licença maternidade quando seu bebê tem entre 5 e 6 meses, o acesso à informação está mais fácil (televisão e Internet) e as crianças mais “espertas”. Isso fez com que muitas creches se profissionalizassem para receber esses bebês e a maioria das escolas mudasse a idade mínima para 1,5 anos ou quando a criança já sabe andar. Não sei dizer se a criança está preparada para se separar da mãe nessa idade, mas é certeza que as professoras e orientadoras estão preparadas para esse período de transição – pelo menos nas escolas sérias e preocupadas com a formação individual.
A escolha da escola – Em todas as grandes cidades existe um elevado número de boas escolas. Talvez a maior dúvida seja colocar a criança na “escolinha” (que abrange somente a pré-escola) ou na escola completa (que vai até o ensino fundamental ou médio). As duas opções têm seus prós e contras.
Na escolinha a vantagem está no tamanho menor dos espaços, o que favorece a transição casa-escola, deixando automaticamente o ambiente mais acolhedor. É importante lembrar que a criança tem uma percepção de escala diferente dos adultos e tudo parece maior do que é, podendo gerar desconforto. A desvantagem está no final do curso, onde a criança é obrigada a mudar de escola com 5 anos quando já estabeleceu vínculos. Nesta idade a adaptação em uma nova escola é um pouco mais difícil, pois a criança já possui referencias (do espaço, das “tias”, dos amiguinhos).
Na escola completa as vantagens e desvantagem são o oposto. Um espaço muito grande pode parecer assustador num primeiro momento, mas os vínculos permanecem após o pré.
A escolha tem que ser muito discutida e analisada pelos pais, que devem priorizar o conforto de seus filhos. Criança expansiva tem facilidade de adaptação em qualquer espaço e podem precisar de um grupo maior de amiguinhos para se relacionar, já crianças retraídas podem demorar mais para se adaptar numa escola muito grande preferindo um grupo de referência mais seleto. O importante é que a filosofia da escola seja compatível com o modelo de educação que se usa dentro de casa. Pais liberais não devem por seus filhos em escolas com regras disciplinares muito rígidas, achando que a escola “dará um jeito” em seu filho / filha, porque não funciona. Isso só confundirá a cabecinha de seu filho / filha. O mesmo vale para o inverso e para a escolha do método adotado pela escola. Não vou discutir aqui se o método Montessori é melhor do que Waldorf e assim por diante. Isso deve ser estudado com cuidado pelos pais que precisam analisar qual método é compatível com sua forma de pensar e viver.
Qual período adequado – Este também é um critério que deve partir das características da criança. Se seu filho acorda cedo, é melhor ir à escola de manhã, já se acorda tarde, o período vespertino é o mais indicado. Vou deixar aqui a minha opinião, independente do embasamento teórico que sempre uso para discutir qualquer assunto. Prefiro o período manhã, pois todas as nossas ações na vida adulta resultam de nossos condicionamentos na infância (isso é teoria do comportamento), por isso se vamos ter que acordar cedo por pelo menos 30 anos para trabalhar é melhor ser condicionado desde cedo. Outro fator é o do horário do sono. Se seu filho / filha acorda tarde, automaticamente dormirá tarde e caímos no problema de por na cama para dormir. É claro que existem exceções. Conheço crianças que acordam cedo e dormem tarde e vice-versa, mas no geral o número de horas de sono por faixa etária está num mesmo intervalo em termos de quantidade de horas.
Bom, o recado que gostaria de deixar é que independente das escolhas feitas, a ida à escola pela primeira vez é uma conquista importante na autonomia infantil e deve ser prazerosa. O essencial é que os pais transmitam tranqüilidade a seus filhos, mostrando que eles são indivíduos e que estão aptos a seguirem em suas vidas. A pré-escola ajudará no desenvolvimento e na socialização de seu filho / filha além de ensinar as “matérias”. Lembrem-se uma criança nesta fase não tem referências passadas a não ser aquelas demonstradas por seus pais. Se você teve problemas na escola, não ache que seu filho / filha também terá. Ajude-o a construir a sua própria história de forma saudável e feliz.

Beijos e boa sorte
Vivian Braunstein