COMENTÁRIOS

Queridas mãe,

É sempre um prazer receber e compartilhar seus comentários à respeito dos post x suas experiências e dúvidas, todos sempre são publicados com muito orgulho, mas peço um enorme favor : NÃO MENCIONEM MEDICAÇÕES em seus comentários pois não poderei publicar. Não somos médicas e sim mães. Somente um médico pode receitar medicamentos e às vezes um remédio que é excelente para uma criança não faz efeito em outra podendo causar mais danos do que melhora.
Sei que posso contar com a compreensão e ajuda de vocês.

Obrigada por acreditarem nas minhas palavras e por compartilha-las.

Bj

Vivian Braunstein

PARA REFLETIR

Uma vez Fernanda Montenegro respondeu à Marília Gabriela que ser mãe é não dormir nunca mais. Concordo e acrescento: ser mãe é não parar de se preocupar nunca mais. Toda mãe é um pouco médica para cuidar, um pouco engenheira para construir com Lego, um pouco escritora para inventar histórias na hora de dormir, um pouco professora na hora de ensinar e muito mãe na hora de amar.







terça-feira, 25 de agosto de 2009

Adenóide

Imagem : http://portalotorrino.site.med.br/fmfiles/index.asp/::XPRO::/A%2BA%20pronto.JPG



Como fiz recentemente a cirurgia de adenóide no meu filho, várias mães vieram me perguntar sobre o assunto e descobri que o problema é mais comum do que se imagina.
A adenóide é um tecido esponjoso localizado atrás das narinas e serve, na primeira infância, como uma barreira de proteção contra microorganismos, quando o sistema imunológico da criança ainda não está totalmente formado.


Quando há alergias ou inflamações, a adenóide incha obstruindo a passagem de ar e fazendo com que a criança respire pela boca. Algumas das consequências da hipertrofia da adenóide são alteração do céu da boca e da arcada dentária, roncos, apnéia e acumulo de secreção dentro da cavidade da face causando sinusite e/ou otite.


Como o sistema imunológico amadurece por volta dos 6 anos, muitos médicos aguardam a criança atingir esta idade para verificar se há regressão do inchaço, mas alguns preferem operar antes para evitar as complicações.


Não sou médica, só mãe, mas assisti de camarote as conseqüências desagradáveis como as otites de repetição e as doses cavalares de antibiótico que não faziam mais efeito.


No dia-a-dia a adenóide também pode trazer empecilhos. Algumas mães relataram que não conseguem tirar a fralda noturna, pois a criança ao respirar pela boca sente mais sede devido ao ressecamento e tem maior volume de urina a noite; outras que a criança ronca e outras que os filhos estão com problemas comportamentais na escola. Isso porque o acumulo de secreção pode “entupir” o ouvido fazendo com que a criança não responda mais aos estímulos auditivos. Isso não significa que ela esteja surda, mas sim, que o impulso auditivo não está chegando ao cérebro e por isso a criança não reage a ele.


Ouvi um caso de uma criança que foi tratada como hiper-ativa, mas na verdade tinha perda de audição em conseqüência de hipertrofia da adenóide.


Então o que fazer ? Operar antes dos 6 anos ou esperar, já que a adenóide é uma proteção natural do organismo ?


Cada caso deve ser discutido e ponderado entre a família e o médico. “Enrolamos” nosso otorrino quase 2 anos por medo da cirurgia, anestesia, etc... Tentamos alopatia, homeopatia, simpatia. Tudo funcionou por um período curto, mas não resolveu o problema na hora que o inverno chegou.


O que posso dizer é que quando a cirurgia é só de adenóide é simples e a recuperação tranqüila, já quando envolve também a retirada das amídalas, a recuperação é um pouco mais chatinha.
O legal de tudo é que mesmo com o coração na mão por aproximadamente 40 minutos os médicos costumam deixar a mãe entrar e segurar seu filho na sala de recuperação enquanto ele volta da anestesia. É um momento único, similar à sensação de pegá-lo nos braços pela primeira vez depois de nascer. Seu filho se sente protegido e você mais tranqüila de que ele respirará melhor daqui para frente.


Se por acaso seu filho / filha tem problemas de adenóide, converse com o médico e analise a possibilidade da operação. Quanto mais cedo for feita mais fácil a recuperação.



Fonte : Dr. Gilberto Sitchin - IPO





 

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Cadê os palhacinhos ?

Esta semana vou fazer a festa de aniversário de 4 anos do meu filho e como temos um alto número de convidados (graças a Deus que temos amigos!) resolvi fazer uma festa caseira só para não passar em branco.

Meu filho escolheu um tema incomum para a idade (que não vou revelar para não estragar a surpresa, pois muitos dos meus leitores são convidados), e como não encontrei, resolvi montar a decoração. Ao sair para região da 25 de março constatei aquilo que havia teorizado no trabalho de conclusão do meu MBA. Está cada vez mais raro, mesmo nas regiões de comércio popular, encontrar temas que não sejam ligados aos personagens licenciados. Nas lojas de artigos para festa e nas de brinquedos, o que se vê é uma profusão de Ben 10, Batmam, Wolverine, Princesa, Barbie e afins.

O que aconteceu com os palhacinhos e ursinhos?

Não são mais populares entre a garotada e por isso não tem saída nas lojas, o que fez com que simplesmente desaparecessem. É muito interessante verificar que até as crianças de famílias com menor poder aquisitivo também desejem os personagens da TV e que seus pais se esforcem para comprar produtos de “marca”, afinal custam mais caro, mas também duram mais.
É uma característica marcante desta geração que se tornou “treinee” de consumidor. Eles já escolhem as marcas que desejam consumir, no caso os personagens, e o comércio popular não ficou alheio a esta movimentação. Existem lojas de brinquedo que importam diretamente personagens, como bonecos da turma do Peter Pan ou da turma do Scooby Doo. Sim “da turma” porque não dá para brincar com o Peter sem o Capitão Gancho, com o Scooby sem o Salsicha, com o Ben 10 sem os alienígenas, e assim vai.

Nossos filhos não brincam mais na rua (por questões de segurança), já usam a Internet antes de saber ler e escrever, assistem televisão desde a hora que levantam e acompanham os pais ao shopping e ao mercado. Tudo isso contribui para formação de seu comportamento futuro.
Sou uma apaixonada por personagens, e acredito que seus brinquedos ajudem no desenvolvimento infantil, mas também sou consciente de que precisamos educar nossos filhos para aprender a consumir.

Na fase pré-escolar, quando a criança está iniciando o processo de sociabilização, escolhe os personagens em razão do grupo ao qual pertence ou deseja pertencer e por isso eles ganham tamanha força.

Como lidar com isso é extremamente delicado. Alguns pais são contra o consumo exagerado dos personagens por não acreditar que tragam benefícios ao desenvolvimento de seu filho, enquanto outros pensam e agem de forma contrária.

O principal é não cortar totalmente este vínculo, pois a criança precisa da fantasia para tornar-se um adulto equilibrado. O que muda é que em época de globalização até a fantasia tornou-se pasteurizada. Cada família tem um grau de permissividade e tolerância com este assunto, mas não dá para coibir totalmente.

Deixe seu filho livre para sonhar e desejar ser o personagem que quiser, porém ensine-o a dosar. Não dá para comprar tudo o que vê, mas também não dá para ficar sem nada.

Os palhacinhos que me desculpem, mas este não é definitivamente o seu momento.

Bjs e boa sorte

Vivian Braunstein

sábado, 8 de agosto de 2009

Influenza A - Gripe suína

video


Há duas semanas as secretarias da educação e da saúde do Estado de São Paulo, decidiram em conjunto com o sindicato das escolas, adiarem o retorno das férias de julho para dia 17 de agosto.

Encontrei duas justificativas para esta data. A primeira é que à partir de 17 de agosto o inverno entra em fase final começando a esquentar o tempo e a segunda é que duas semanas seria o prazo para os hospitais se prepararem para receber um número elevado de doentes já que a volta às aulas aumentaria o número de casos.

Várias mães, apesar de temerosas com a saúde de seus filhos, ficaram enlouquecidas em tê-los mais 15 dias trancados em casa, com a energia acumulada e subindo pelas paredes, principalmente porque na primeira semana choveram todos os dias.

Existem pessoas a favor e contra esta medida. Muitas famílias têm nas pré-escolas a única alternativa de deixar os filhos enquanto trabalham. Apesar do risco são pessoas que não tem muita opção. Ao seu lado estão vários educadores, principalmente da rede pública, que não conseguem enxergar tempo para reposição, já que as aulas irão até 20 de dezembro.

Por outro lado o risco em crianças parece ser alto e ambientes fechados são favoráveis à propagação do vírus, sem falar que crianças pequenas ainda não têm muito discernimento e acabam compartilhando mais do que brinquedos.

O vírus da Influenza A é um vírus mutante que se alastrou rapidamente (60% dos casos de gripe no Brasil já são por H1N1) O que é importante saber :

1. Beber muita água - no mínimo 1 e ½ litros por dia.

2. Fazer uma alimentação equilibrada à base de frutas e verduras, proteínas e carboidratos para fortalecer o sistema imunológico. Evitar gorduras e frituras. Aliás esta receita serve não só para combater a gripe, mas para todos durante toda a vida.

3. Lavar as mãos com frquência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o vírus não é transmitido pelo ar e sim pelo contato com as gotículas de saliva ou pelo jato do espirro. Se alguém tosse ou espirra e as gotículas caem sobre um corrimão, por exemplo, e outra pessoa pega neste corrimão e coloca em seguida a mão na boca e nos olhos pode se contaminar. Por isso evite tocar boca e olhos antes de lavar as mão.

4. Evite aglomerações e lugares fechados. Para quem usa transporte coletivo, é recomendado passar álcool gel (procure, pois está difícil de encontrar) nas mãos e nas narinas antes e depois da viagem.

5. Mantenha a casa arejada.

A recomendação do Ministério da Saúde é que se procure um posto de saúde ou médico de confiança caso tenha os sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, evitando-se os hospitais.

É penoso ver nossos filhos em casa, mas é pior vê-los doentes, por isso cuidado redobrado e muita, muita, muita paciência. Logo o verão chegará e espera-se que o risco diminua.

Boa sorte

Vivian Braunstein

Fontes:
1.
http://www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/Artigos/Pages/epidemia-gripe-suina-duvidas.aspx?iutm_source=site_fleury&iutm_medium=home_destaque&iutm_content=epidemia-gripe-suina&iutm_campaign=fmd#confirmacao


2. Prof. Dr. Odair Alfredo GomesLaboratório Morfofuncional: Faculdade de Medicina - UnaerpFone: 36036744 ou 36036795

3.
http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/08/08/alunos+de+sao+paulo+rio+grande+do+sul+rio+de+janeiro+e+parana+ficam+sem+aula+7752940.html

4. Conselho regional de odontologia do Estado de São Paulo