
Como fiz recentemente a cirurgia de adenóide no meu filho, várias mães vieram me perguntar sobre o assunto e descobri que o problema é mais comum do que se imagina.
A adenóide é um tecido esponjoso localizado atrás das narinas e serve, na primeira infância, como uma barreira de proteção contra microorganismos, quando o sistema imunológico da criança ainda não está totalmente formado.
A adenóide é um tecido esponjoso localizado atrás das narinas e serve, na primeira infância, como uma barreira de proteção contra microorganismos, quando o sistema imunológico da criança ainda não está totalmente formado.
Quando há alergias ou inflamações, a adenóide incha obstruindo a passagem de ar e fazendo com que a criança respire pela boca. Algumas das consequências da hipertrofia da adenóide são alteração do céu da boca e da arcada dentária, roncos, apnéia e acumulo de secreção dentro da cavidade da face causando sinusite e/ou otite.
Como o sistema imunológico amadurece por volta dos 6 anos, muitos médicos aguardam a criança atingir esta idade para verificar se há regressão do inchaço, mas alguns preferem operar antes para evitar as complicações.
Não sou médica, só mãe, mas assisti de camarote as conseqüências desagradáveis como as otites de repetição e as doses cavalares de antibiótico que não faziam mais efeito.
No dia-a-dia a adenóide também pode trazer empecilhos. Algumas mães relataram que não conseguem tirar a fralda noturna, pois a criança ao respirar pela boca sente mais sede devido ao ressecamento e tem maior volume de urina a noite; outras que a criança ronca e outras que os filhos estão com problemas comportamentais na escola. Isso porque o acumulo de secreção pode “entupir” o ouvido fazendo com que a criança não responda mais aos estímulos auditivos. Isso não significa que ela esteja surda, mas sim, que o impulso auditivo não está chegando ao cérebro e por isso a criança não reage a ele.
Ouvi um caso de uma criança que foi tratada como hiper-ativa, mas na verdade tinha perda de audição em conseqüência de hipertrofia da adenóide.
Então o que fazer ? Operar antes dos 6 anos ou esperar, já que a adenóide é uma proteção natural do organismo ?
Cada caso deve ser discutido e ponderado entre a família e o médico. “Enrolamos” nosso otorrino quase 2 anos por medo da cirurgia, anestesia, etc... Tentamos alopatia, homeopatia, simpatia. Tudo funcionou por um período curto, mas não resolveu o problema na hora que o inverno chegou.
O que posso dizer é que quando a cirurgia é só de adenóide é simples e a recuperação tranqüila, já quando envolve também a retirada das amídalas, a recuperação é um pouco mais chatinha.
O legal de tudo é que mesmo com o coração na mão por aproximadamente 40 minutos os médicos costumam deixar a mãe entrar e segurar seu filho na sala de recuperação enquanto ele volta da anestesia. É um momento único, similar à sensação de pegá-lo nos braços pela primeira vez depois de nascer. Seu filho se sente protegido e você mais tranqüila de que ele respirará melhor daqui para frente.
Se por acaso seu filho / filha tem problemas de adenóide, converse com o médico e analise a possibilidade da operação. Quanto mais cedo for feita mais fácil a recuperação.
Fonte : Dr. Gilberto Sitchin - IPO
http://guiadobebe.uol.com.br/bb5a6/adenoides_e_amidalas.htm
http://www.aminatal.com.br/artigo.php?art=6
Bjs e boa sorte
Vivian Braunstein
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Bjs e boa sorte
Vivian Braunstein