COMENTÁRIOS

Queridas mãe,

É sempre um prazer receber e compartilhar seus comentários à respeito dos post x suas experiências e dúvidas, todos sempre são publicados com muito orgulho, mas peço um enorme favor : NÃO MENCIONEM MEDICAÇÕES em seus comentários pois não poderei publicar. Não somos médicas e sim mães. Somente um médico pode receitar medicamentos e às vezes um remédio que é excelente para uma criança não faz efeito em outra podendo causar mais danos do que melhora.
Sei que posso contar com a compreensão e ajuda de vocês.

Obrigada por acreditarem nas minhas palavras e por compartilha-las.

Bj

Vivian Braunstein

PARA REFLETIR

Uma vez Fernanda Montenegro respondeu à Marília Gabriela que ser mãe é não dormir nunca mais. Concordo e acrescento: ser mãe é não parar de se preocupar nunca mais. Toda mãe é um pouco médica para cuidar, um pouco engenheira para construir com Lego, um pouco escritora para inventar histórias na hora de dormir, um pouco professora na hora de ensinar e muito mãe na hora de amar.







sexta-feira, 5 de março de 2010

Xixi na cama – Enurese


“Chove” na cama de seu filho/ filha com frequência ?

Segundo o site da Clinica Segir de Porto Alegre, a enurese ou o popular xixi na cama acontece com 40% a 50% das crianças de até 3 anos e 18% das crianças acima de 5 anos. Segundo vários especialistas, é uma situação comum em crianças de até 6 anos causada por motivos físicos ou emocionais.

No primeiro caso a enurese é temporária e pode refletir problemas de estresse e medo decorrentes de mudanças (casa, escola, babá), pressões na escola e uma rotina intensa, perdas (morte na família, perda de um cachorrinho), nascimento de um irmãozinho ou separação dos pais. No segundo, a origem pode ser genética, hormonal, por problemas no ritmo do sono, por bexiga pequena e imatura, por infecção e ou lesões do trato urinário, por problemas de coluna que possam interferir no controle da bexiga, por alergia alimentar ou por doenças mais sérias como anemia e diabetes.

Se seu filho / filha faz xixi na cama frequentemente não se desespere. Procure um médico para diagnosticar o motivo. É importante que a criança não seja hostilizada e repreendida pelos pais ou responsáveis por este motivo, pois normalmente o problema é de imaturidade da bexiga e passa por volta dos 7 anos.

Existem várias maneiras de tentar minimizar a enurese como remédios, homeopatia (devem ser receitados por um médico !!!!!!!!!!), exercícios simples e sistemas de incentivo. Ao invés de dar bronca quando a criança faz xixi na cama elogie ou faça uma tabela com estrelinhas cada vez que ela não fizer. Para uma criança pequena algumas etapas do crescimento são mais difíceis do que outras, por isso, todo estímulo positivo ajuda no desenvolvimento.

Algumas crianças fazem pequenas quantidades de xixi várias vezes durante a noite, enquanto outras encharcam a cama numa única vez; algumas fazem mais no inverno do que no verão. Tem crianças que fazem logo que adormecem enquanto outras no meio da noite e tem aquelas que fazem perto de acordar.

Não pense em voltar para as fraldas, isso constrange a criança e não soluciona o problema. Acordá-la no meio da noite para ir ao banheiro também não é uma boa idéia, pois desta forma ela não aprende a controlar a bexiga e aumentar seu volume. Tente dois exercícios simples que ajudarão no controle e maturação da bexiga :
Peça que a criança segure um minuto o xixi quando ela disser que deseja ir ao banheiro. Vá aumentando o tempo gradativamente. Assim ela aprenderá a ter controle por períodos mais longos.

Peça que a criança interrompa e retome o jato de xixi cada vez que for urinar. Desta forma ela aprenderá a ter controle sobre a urina.

Não tomar muito líquido após as 18h e fazer xixi antes de deitar também ajudam. Evite dar chocolate e café antes de dormir, pois segundo o pediatra Jorge Huberman do Hospital Albert Einsten de São Paulo, eles favorecem a contração da bexiga. Do ponto de vista prático tenha uma troca de pijama e roupa de cama sempre à mão. Use protetor de colchão e tenha dois travesseiros. Crianças com sono agitado, se mexem tanto que às vezes deitam-se por cima do travesseiro.

O importante é lembrar que o problema não é de mau comportamento e a criança não faz xixi na cama de propósito. Tenha paciência pois cada criança tem seu tempo. Se o problema não for de origem física, a enurese passará com o tempo.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

Fonte:

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Criança não é mini adulto !

Foto: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/foto/0,,6550098,00.jpg

Assistindo ao Fantástico no domingo 21/02/10 (http://fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1499459-15605,00.html) me deparei com uma matéria sobre meninas de 7-8 anos que usam maquiagem, unhas pintadas e salto alto. Isso me fez refletir em como os pais estão estimulando os filhos a se comportarem como mini adultos e em como isso pode ser prejudicial física e emocionalmente à criança.

No primeiro caso, cosméticos desenvolvidos para adultos podem causar alergia em crianças e salto alto pode trazer problemas de coluna em longo prazo ( OBS – amo salto alto, uso de segunda a sexta, mas só comecei a usar com 15 anos), já no segundo caso distorce os valores e antecipa problemas.

Mas o que pintar as unhas aos 7 anos pode trazer de problemas emocionais na adolescência ?
Porque agindo assim, temos crianças super estimuladas, pulando etapas e passando de engraçadinhas à chatinhas, pois aos 6-7 tudo é bonitinho, mas aos 12, comportamento de 18 não é legal.

Segundo Eliane Karsaklian, estudante do comportamento do consumidor, a criança apresenta comportamento de consumo que seus pais só tiveram 4 anos mais tarde, mas esta constatação pode ser estendida ao comportamento geral, por isso é comum ver crianças de 12 anos comportando-se como jovens de 16-18 anos. É o que os psicólogos chamam de achatamento da infância.

Hoje, por uma questão de aproximação e comparação, os pais tendem a tratar os filhos como mini adultos para terem “coisas em comum”. A mãe vai ao cabeleireiro no sábado com a filha de 7 anos e ambas fazem as unhas; o pai leva o filho de 6 à oficina e ensina tudo sobre mecânica. Onde foi parar o jogar bola e o brincar de casinha ?

Ver crianças de 12 anos falando de bebida, sexo, bulemia e homossexualismo como se fossem adultos, mostra as conseqüências desastrosas das “mini peruas” e “mini experts em mecânica”, pois nesta idade a criança ainda não tem maturidade para entender e assumir os desdobramentos destes atos e acaba se perdendo.

Por outro lado existem pais que sufocam o amadurecimento dos filhos. A criança que aos 6 ainda fica grudada na perna da mãe em eventos sociais ao invés de correr e brincar com outras crianças, aos 12 será destoante do grupo; aí a mãe irá infernizar-la para que cresça de uma hora para outra e seja descolada.

Os filhos são um reflexo do nosso comportamento com eles e com a sociedade. Somos o primeiro modelo a ser copiado, por isso é preciso coerência e discernimento para não gerar problemas futuros.

Bjs e boa sorte

Vivian Braunstein

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Inclusão escolar e redes sociais

Imagem : http://discutindosobreinclusao.pbworks.com/f/1214860493/82ab.jpg.gif


“A educação inclusiva é uma força renovadora na escola, ela amplia a participação dos estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma ampla reestruturação da cultura, da nossa práxis e das políticas vigentes na escola. É a reconstrução do ensino regular que, embasada neste novo paradigma educacional, respeita a diversidade de forma humanística, democrática e percebe o sujeito aprendente a partir de sua singularidade, tendo como objetivo principal, contribuir de forma que promova a aprendizagem e o desenvolvimento pessoal para que cada um se construa como um ser global” Elisete Camargo Zimmermann. Disponível em :
www.webartigos.com/articles/5190/1/Inclusao-Escolar/pagina1.html

Mesmo sendo lei desde 1996, só agora a inclusão de crianças com deficiência na rede de ensino vem ganhando corpo. Esta ação vai além do direito e se mostra muito rica e construtiva num mundo sem fronteiras. Via de mão dupla, inclui pessoas com competências e potencialidades a serem exploradas num grupo social e auxiliam as crianças a enxergarem as diferenças como uma coisa normal. O fato de existir um cadeirante na turma do seu filho da mesma forma como existem crianças que não usam cadeira de rodas, ajuda a construir uma imagem positiva das diferenças. Sem contar no benefício para as crianças inclusas, que em grupos conseguem desenvolver-se melhor.

Sempre ressalto a importância de passarmos valores aos nossos filhos e este é mais um valor que a escola traz num momento oportuno, já que vivemos num mundo aonde não é mais possível ter o controle total com quem nossos filhos se relacionam.

Conheço mães que escolhem as amizades de seus filhos usando os mais diversos critérios (eu uso os valores familiares), mas a partir do momento que eles aprendem a usar as redes sociais isso vai por água abaixo.

Como fazer então para não controlar demais a criança e também não deixar as coisas “correrem soltas” ? Valores bem estruturados na primeira infância, até os 6 anos quando a criança está formando sua personalidade são de extrema importância, mas não são tudo. Uma criança é um HD vazio que vai se enchendo de informação ao longo da vida e nem sempre é possível controlar a qualidade da informação.

A educação humanista, baseada em valores e respeito à diversidade vai auxiliar os pais nos momentos mais difíceis da passagem para adolescência.

A vida é dinâmica e o corpo frágil. Assim, todos nós estamos sujeitos às adversidades, por isso pense bem antes de excluir alguma criança para a próxima festinha de seu filho.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Reflexões sobre a escola

Foto: http://www.discoverykidsbrasil.com/personagens/princesas_do_mar/galeria/2.shtml

Todo começo de ano escuto mães elogiando, reclamando e se questionando sobre a escola dos filhos. Talvez o problema não seja a escola em si e sim a incompatibilidade das expectativas dos pais com ela.

Para escolher a escola ideal para seu filho é preciso ter muito claro alguns pontos. Não existe unanimidade. Uma determinada escola pode ser excelente para uma criança e péssima para outra. Faça uma lista objetiva do que você espera. É importante ter bem claro a relação de expectativas x produto oferecido.
Se vocês são pais que buscam bons relacionamentos, por exemplo, saibam que precisarão investir mais do que o valor da mensalidade. Para ser aceita no grupo, a criança precisa compartilhar gostos e ações comuns. Não se faz relacionamento de segunda a sexta por ½ período. Seu filho terá de ir a festas (presente), cinema, lanchonete, clube, etc... Isso sem contar as roupas e acessórios que são moda no grupo.

Outros pais buscam o preparo para ingresso em boas faculdades de cursos tradicionais como medicina, engenharia e direito. Estes pais se frustram quando a escola segue uma metodologia diferente da tradicional que é baseada no aprendizado por repetição (a famosa “decoreba” – repete, repete até entrar por osmose). Nada contra este método, muito pelo contrário, a maioria dos adultos com mais de 40 anos estudou assim e temos inúmeros profissionais bem sucedidos no mercado, mas existem outros que estimulam o aluno a pensar e desenvolvem a curiosidade que leva à pesquisa (Como isso acontece, porquê acontece, de onde vem).

Por isso é importante conhecer a escola antes de matricular seu filho. Quando visitei a do meu, fiquei encantada com o discurso da orientadora sobre um projeto aonde as crianças do infantil pesquisavam sobre idade média, reis e castelos a partir de um conto de fadas.

Por outro lado conheço mães que não se sentem confortáveis com este tipo de didática por acreditarem que não estimula seus filhos o suficiente nas áreas que acreditam ser vitais nos estudos. Para elas recomendo a escola tradicional. Porém é preciso ter cuidado para não criar conflito entre as expectativas dos pais e a personalidade dos filhos. Não adianta querer que uma criança extremamente curiosa e aventureira passe as tardes estudando os pintores renascentistas. Provavelmente ela não será uma boa aluna. Não por incapacidade, mas por incompatibilidade. Ela achará tudo chato e se desinteressará pelos estudos, ao passo que, se estivesse numa escola que trabalha o aprendizado por competências, talvez reproduzisse as pinturas renascentistas na aula de artes, e se desenvolveria melhor.

Sempre disse que se a criança não tem problemas físicos ou neurológicos que prejudiquem a aprendizagem, não existe mau aluno e sim aula mal dada ou inadequada ao seu perfil.

Existem inúmeras razões para colocarmos nossos filhos numa escola e não em outra (proximidade de casa, grupos sociais, nome da escola, valor da mensalidade, indicação de amigos ou da mídia), mas que dentro destes critérios entre também o estilo da criança. A escola e o estudar precisam ser encarados pelos pais como o preparo para a vida adulta da criança em todos os aspectos e por isso deve ser uma experiência agradável, afinal ela passará no mínimo 13 anos de sua vida lá.

Reflitam bem e boa sorte.

Vivian Braunstein

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Problemas com o cocô ? Pode ser prisão de ventre.

Leia toda a história em : http://www.monica.com.br/comics/penico/pag1.htm


Muitas mães (de meninas e meninos) comentam da dificuldade de tirar a fralda do cocô. Mesmo que a criança já use calcinha ou cueca pede para fazer na fralda, ou segura até passar mal. Se você é uma dessas mães, bem vinda ao clube. De tanto passar por isso fui investigar e descobri que o motivo pode não ser só para chamar minha atenção como vários psicólogos já me falaram.


Vamos começar do início. A maioria das mães, inclusive eu, tiram a fralda quando a criança começa a avisar que vai fazer xixi, por volta dos 2 anos, por achar que ela está preparada para controlar tudo da cintura para baixo. Pois descobri, tarde demais, diga-se de passagem, que se deve tirar primeiro a fralda do cocô, ou seja, treinar a criança a usar o penico primeiro para a evacuação das fezes para depois ensina-la a controlar a urina. Fica a dica para quem está começando o desfralde.


E se a retenção ou evacuação na fralda não é só um problema psicológico, de querer chamar atenção ou falta de aprendizado, o que poderia ser? Prisão de ventre.


Na criança a prisão de ventre não significa somente falta de evacuação e sim a dificuldade em evacuar, porque ela precisa esforçar-se para fazê-lo. Segundo Sofia Benini[1] “a constipação intestinal, ou prisão de ventre, acomete quase 30% das crianças de 1 a 12 anos, segundo dados da UFRJ, e representa o motivo de 3% das consultas pediátricas em geral”. Muitas vezes a criança sente-se mais confortável fazendo em pé e por isso não quer deixar a fralda.


Segundo especialistas, os sintomas abaixo são sinais de prisão de ventre:


1. Força para evacuação seguida ou não de dor


2. Fezes endurecidas, ressecadas e aumentadas


3. Longos intervalos de evacuação maiores do que 24h, ou seja, dois a três dias, o que faz com que a criança faça menos de 3 cocôs por semana.


4. Pequenos sangramentos junto com as fezes ou no momento da limpeza.


5. Mais de um escape de pouca quantidade de cocô líquido parecido com diarréia, mas que se deve às fezes endurecidas no intestino.


6. Criança que segura o cocô por medo da dor, do sangramento ou da sujeira (do cocô e/ou do banheiro).


A prisão de ventre pode ser momentânea ou crônica. No primeiro caso acontece devido às mudanças alimentares por causa de alterações na rotina como viagens, estadia prolongada na casa de parentes, ausência de um dos pais ou pela ingestão de certos medicamentos. Muitas vezes o motivo da retenção que leva a prisão de ventre pode estar associado ao vaso sanitário de um local diferente ao da casa, o que leva a criança a reter as fezes endurecendo-as e provocando a dor. É um condicionamento que precisa ser revertido. Por exemplo: uma vez que ela reteve as fezes por ter medo do vaso sanitário marrom (enquanto o da sua casa é branco) e sentiu dor, ela poderá associar o fazer cocô a dor, e manterá a postura de retenção. A pressão dos pais para que ela faça pode piorar a situação, fazendo-a imaginar que fazer cocô é a pior coisa do mundo, pois o vaso parece um monstro, a barriga e o bumbum doem e o papai e mamãe brigam com ela por causa disto. Neste caso use de subterfúgios lúdicos. Eu “chamei” a fada do cocô, que com seu pozinho mágico ajudou meu filho a fazer. (parênteses – amo as fadas, elas são as maiores aliadas das mães nos momentos de aperto – fecha parênteses)


Quando os sintomas são crônicos, eles aparecem gradualmente e podem ser causados por alimentação pobre em fibras ou muito protéica, por constituição física (intestino muito longo ou muito curto), hereditariedade ou por doenças como raquitismo e desnutrição. A pressão dos pais no desfralde também pode causar prisão de ventre crônica. Neste caso é essencial a análise de um médico.


Em qualquer um dos casos, a alimentação é a melhor aliada. Abaixo alguns alimentos a serem evitados e outros a serem acrescidos na dieta de crianças com prisão de ventre:


Evitados :


Banana, maçã, arroz, goiaba, frutas verdes, alguns leites em pó, alguns achocolatados.


Acrescentados:


Alimentos ricos em fibra, legumes verde escuros, ameixa, uva passa, castanhas (caju, nozes, portuguesa), Iogurte.


No mais faça o momento do cocô parecer uma brincadeira. Deixe livros, brinquedos e massinha no banheiro para que seu filho/a se distraia e encare o momento como algo legal e não como um castigo.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein



[1] Disponível em :

http://revistapaisefilhos.terra.com.br/htdocs/index.php?id_pg=121&id_txt=2722&break=1

Fonte:
http://falamamae.com/tag/coco
Gonsalves, Paulo Eiró – Tudo sobre a criança: perguntas e respostas. São Paulo: IBRASA, 2003.
Warren, Penny. Kelly, Paula – Tirar a fralda sem choro e sem trauma. São Paulo: Ground, 2008.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Viroses de Verão



Com a chegada do verão e das férias aumenta o transito de pessoas entre cidades e estados, propagando assim as chamadas viroses de verão, que já se manifestaram no litoral Norte e interior de São Paulo e no Rio de Janeiro.

No Guarujá a Sabesp garante que a contaminação não se deu pela água tratada e em Ubatuba as autoridades acreditam que o vírus esteja no ar. No interior de São Paulo também houve aparecimento de casos, o que prova que não se trata de uma doença “exclusiva da praia”. Como não se sabe ao certo de onde vem o vírus, o melhor a fazer é se prevenir.

Beba somente água filtrada e fervida ou mineral, evite consumir gelo fora de casa e só coma alimentos de boa procedência. Raspadinha na praia é uma delícia, mas acho que todos lá de casa contraímos a virose assim. Na dúvida evite, evite, evite.

Independente do vírus, os sintomas mais comuns são: diarréia, náuseas, vômito, dor de barriga, dor de cabeça e febre.

Se surgirem os sintomas prepare o soro caseiro para evitar desidratação (talvez a pior conseqüência da virose), tome um antitérmico e procure um médico ou posto de saúde para certificar-se de que se trata realmente de virose e não de intoxicação alimentar (que requer cuidados médicos imediatos por ser mais grave).

Para fazer o soro caseiro siga as recomendações abaixo:

1. Misture em um litro de água mineral, filtrada ou fervida (mas já fria) com uma colher (do tipo de cafezinho) de sal e uma colher (do tipo de sopa) de açúcar.

2. Mexa bem e dê à criança em pequenas colheradas.

3. Um erro nas medidas pode provocar convulsão em uma criança desidratada. Assim, para evitar erros, pegue uma colher-medida nos postos de saúde de governo. Em um copo com água filtrada coloque uma medida rasa de açúcar (do lado maior da colher) e uma medida rasa de sal (do outro lado da colher).

4. O soro caseiro é usado para combater a desidratação em casos de intoxicação alimentar, insolação ou diarréia ou vômitos.

Outras recomendações médicas e de autoridades é a ingestão de muito líquido (água, sucos, água de côco), uso de protetor solar nos fatores adequados a cada tipo de pele, evitar o sol nos horários de pico das 10:00 às 15:00h, evitar aglomerações, evitar alimentos e bebidas de procedência duvidosa e lavar bem as mãos (básico sempre – evita várias doenças).

Alguns petiscos de praia até são preparados com critérios de higiene, mas transportados sob o sol sem refrigeração, por isso cuidado com alimentos expostos, pois podem causar intoxicação alimentar.

Última recomendação para quem vai à praia. Criança e mar, rio ou piscina podem ser uma combinação perigosa. Nunca deixe seu filho menor de 10 anos (por causa do tamanho e peso) sem supervisão. Evite mais uma dor de cabeça. O mar e os rios sofrem influências dos ventos e das correntes “arrastando” as pessoas para áreas mais fundas sem que elas percebam e se não dá pé para um adulto imagine para uma criança.

Depois de todos os cuidados é só se divertir !!!!!!!!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Salve a diversidade !!!!!!!!

Foto:www.africatodayonline.com/.../

Hoje fui coagida por uma vizinha a proibir que meu filho e a babá fiquem no hall do prédio, pois ela acredita que “um monte de babás sentadas no sofá denigre a imagem do condomínio”. Fiquei tão chocada que não consegui responder nada na hora.

É uma moça nova, que eu nunca tinha visto antes, e que provavelmente não tem filhos, mas e quando tiver ? Vai escondê-los dentro do armário ? Vai contratar uma babá com curso universitário para não ficar constrangida quando sair em público ? Ou pior vai tratá-la como cachorro ?

Depois que passou minha raiva comecei a pensar no tipo de educação que damos a nossos filhos.
Hoje é imprescindível que eles aprendam a conviver com a diversidade, pois do contrário, não sobreviverão na sociedade que está se desenhando a partir da globalização e do acesso à informação. A chamada classe D tem computador em casa e não é mais ignorante (no sentido literal da palavra de desconhecimento). Vários profissionais de marketing nem classificam mais as pessoas por classes sociais (valor ligado à condição financeira) e sim ao estilo da pessoa. Desta forma grupos com gostos em comum, mas bolsos diferentes entram na mesma classe.

E é isso que devemos passar para nossos filhos. Devemos ensiná-los que dinheiro no bolso ou cor de pele não são critérios para seleção de relacionamentos e sim pessoas com objetivos em comum. Conheço pessoas que correm atrás de relacionamentos baseados em poder aquisitivo e nunca saem do lugar.

Temos o privilégio de vivermos num mundo onde a informação está cada vez mais acessível, por isso é incompreensível que alguém se ache mais que o outro. Já falei uma vez sobre valores e continuo acreditando que são os bens mais preciosos que deixamos para nossos filhos. É preciso ensiná-los desde cedo a respeitar o próximo (independente de quem seja), a serem cordiais, a acreditarem numa religião.

Valores são tão importantes na formação do caráter quanto a imposição de limites e assim talvez aquele viral que circula na internet sobre pais brigando com a professora por ter reprovado seu filho mal aluno, deixe de existir.

Bjs

Vivian Braunstein