COMENTÁRIOS

Queridas mãe,

É sempre um prazer receber e compartilhar seus comentários à respeito dos post x suas experiências e dúvidas, todos sempre são publicados com muito orgulho, mas peço um enorme favor : NÃO MENCIONEM MEDICAÇÕES em seus comentários pois não poderei publicar. Não somos médicas e sim mães. Somente um médico pode receitar medicamentos e às vezes um remédio que é excelente para uma criança não faz efeito em outra podendo causar mais danos do que melhora.
Sei que posso contar com a compreensão e ajuda de vocês.

Obrigada por acreditarem nas minhas palavras e por compartilha-las.

Bj

Vivian Braunstein

PARA REFLETIR

Uma vez Fernanda Montenegro respondeu à Marília Gabriela que ser mãe é não dormir nunca mais. Concordo e acrescento: ser mãe é não parar de se preocupar nunca mais. Toda mãe é um pouco médica para cuidar, um pouco engenheira para construir com Lego, um pouco escritora para inventar histórias na hora de dormir, um pouco professora na hora de ensinar e muito mãe na hora de amar.







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sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Comentário sobre adenóide - Depoimento de uma mãe

Olá, a todos.

Não tenho mais conseguido responder aos comentários de vocês pelo blog. O Google fez algumas mudanças na segurança o que me deixou de fora do meu próprio blog. Tudo bem, criei um email para responder àqueles que desejarem : ser.crianca.e.ser.feliz@gmail .com

Uma das muitas mães pré-preocupadas com a cirurgia de adenóide do filho, me deu o retorno pós cirurgico e gostaria de compartilhar sua experiência :

"OI VIVIANNN

nao consegui postar no blog.. queria deixar esse depoimento lá .. :

maes... nao se preocupem, hj tem uma semana q meu filho de cinco anos fez a cirurgia de adenoide, eu tava quase morrendo de preocupação antes da cirugia, é amor demais o amor de mãe. mais nao desistem, a cirurgia so traz beneficios, nunca tinha visto meu filho dormir tao bem, foi a melhor decisao que tomei, tinha ate começado a fazer uma tratamento com homopatia, qdo vi que iria ser muito demorado optei pela cirg. mesmo. é uma cirurgia rapida, a criança nao sente nada e no mesmo dia ja esta em casa. a anestia geral q me assustava tanto antes, hj em dia existem exames pra nos certificar que vai dar tudo certo. portanto confiem em Deus primeiramente e depois tenham seus pensamentos positivos que tudo vai dar certo. um abraço de uma mae que quer ajudar.."

Espero que ajude a acalmá-los.

Bjs e boa sorte.

Vivian

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Adenóide, Sinusite, otite e outras ites - como previnir o desconforto com uma solução simples

Imagem: http://christianrocha.files.wordpress.com/2008/10/jala_neti.jpg

Há um ano meu filho operou da adenóide e eu fiz um post sobre o assunto. O retorno, através dos comentários de mães e pais desesperados como eu na época, me mostraram como é importante compartilhar as experiências. Sempre ressalto que existem linhas diferentes adotadas pelos médicos e nós, pais leigos, ficamos muitas vezes perdidos. Brinco que mãe (e muitas vezes o pai também) faz faculdade de medicina na prática, mas brincadeiras à parte, tenho uma receitinha simples (mas nada fácil) para evitar o excesso de catarro na região da face.

Isso não vai curar a adenóide, mas vai diminuir o desconforto dos sintomas, causdo por acúmulo de catarro na região do nariz, o que causa sinusite, otite, e outras ites. Foi a pediatra do meu filho que ensinou e uma amiga dentista confirmou numa palestra que assistiu com uma bam bam bam da sua área.

A técnica consiste em lavar o nariz com soro fisiológico, produto barato, comprado em qualquer farmácia. Podem ser aqueles sachês de 10ml ou o frasquinho menor. A pediatra disse que o soro, depois de aberto, pode ficar uma semana fora da geladeira à temperatura ambiente, mas alguns profissionais discordam, por isso é melhor usar as embalagens individuais.

Basta pegar uma seringa grande esterilizada e sem agulha (pode ser a de antibiótico que tem bico largo), encher de soro fisiológico à temperatura ambiente (10 ml) e jogar o líquido dentro da narina da criança. Repetir do outro lado.

Falando assim parece fácil, mas normalmente é preciso duas pessoas para fazer : uma para segurar e outra para aplicar. A criança se debate, chora, vomita, parece que vais se afogar, mas o próprio organismo impede o afogamento. É desconfortável, mas limpa as narinas e a face. Nas primeiras aplicações, dependendo de quanto a criança está congestionada, pode ser duro colocar o líquido para dentro, mas conforme as narinas vão ficando limpas o soro entra mais fácil.

É legal cobrir a criança com uma toalha ou pano, pois quando o soro entra por um lado "jorra" catarro do outro. Faço uma a duas vezes por dia durante uma semana e meu filho melhora. Sempre fiz com ele deitado, mas esta minha amiga disse para fazer em pé com a cabeça ligeiramente inclinada para frente. Acho esta posição difícil, mas fica a critério de cada um. Como complemento, também recomendo sempre um tratamento paralelo com homeopatia, inalação com soro fisiológico e consumo de muita água.

Ficam aí as dicas para aliviar um pouco o sofrimento da criança em momento de crise. No mais continuo a disposição para compartilhar o que aprendi (na raça).

Bjs e boa sorte

Vivian Braunstein
Link interessante : http://www.nasalpote.com.br

sexta-feira, 5 de março de 2010

Xixi na cama – Enurese


“Chove” na cama de seu filho/ filha com frequência ?

Segundo o site da Clinica Segir de Porto Alegre, a enurese ou o popular xixi na cama acontece com 40% a 50% das crianças de até 3 anos e 18% das crianças acima de 5 anos. Segundo vários especialistas, é uma situação comum em crianças de até 6 anos causada por motivos físicos ou emocionais.

No primeiro caso a enurese é temporária e pode refletir problemas de estresse e medo decorrentes de mudanças (casa, escola, babá), pressões na escola e uma rotina intensa, perdas (morte na família, perda de um cachorrinho), nascimento de um irmãozinho ou separação dos pais. No segundo, a origem pode ser genética, hormonal, por problemas no ritmo do sono, por bexiga pequena e imatura, por infecção e ou lesões do trato urinário, por problemas de coluna que possam interferir no controle da bexiga, por alergia alimentar ou por doenças mais sérias como anemia e diabetes.

Se seu filho / filha faz xixi na cama frequentemente não se desespere. Procure um médico para diagnosticar o motivo. É importante que a criança não seja hostilizada e repreendida pelos pais ou responsáveis por este motivo, pois normalmente o problema é de imaturidade da bexiga e passa por volta dos 7 anos.

Existem várias maneiras de tentar minimizar a enurese como remédios, homeopatia (devem ser receitados por um médico !!!!!!!!!!), exercícios simples e sistemas de incentivo. Ao invés de dar bronca quando a criança faz xixi na cama elogie ou faça uma tabela com estrelinhas cada vez que ela não fizer. Para uma criança pequena algumas etapas do crescimento são mais difíceis do que outras, por isso, todo estímulo positivo ajuda no desenvolvimento.

Algumas crianças fazem pequenas quantidades de xixi várias vezes durante a noite, enquanto outras encharcam a cama numa única vez; algumas fazem mais no inverno do que no verão. Tem crianças que fazem logo que adormecem enquanto outras no meio da noite e tem aquelas que fazem perto de acordar.

Não pense em voltar para as fraldas, isso constrange a criança e não soluciona o problema. Acordá-la no meio da noite para ir ao banheiro também não é uma boa idéia, pois desta forma ela não aprende a controlar a bexiga e aumentar seu volume. Tente dois exercícios simples que ajudarão no controle e maturação da bexiga :
Peça que a criança segure um minuto o xixi quando ela disser que deseja ir ao banheiro. Vá aumentando o tempo gradativamente. Assim ela aprenderá a ter controle por períodos mais longos.

Peça que a criança interrompa e retome o jato de xixi cada vez que for urinar. Desta forma ela aprenderá a ter controle sobre a urina.

Não tomar muito líquido após as 18h e fazer xixi antes de deitar também ajudam. Evite dar chocolate e café antes de dormir, pois segundo o pediatra Jorge Huberman do Hospital Albert Einsten de São Paulo, eles favorecem a contração da bexiga. Do ponto de vista prático tenha uma troca de pijama e roupa de cama sempre à mão. Use protetor de colchão e tenha dois travesseiros. Crianças com sono agitado, se mexem tanto que às vezes deitam-se por cima do travesseiro.

O importante é lembrar que o problema não é de mau comportamento e a criança não faz xixi na cama de propósito. Tenha paciência pois cada criança tem seu tempo. Se o problema não for de origem física, a enurese passará com o tempo.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

Fonte:

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Problemas com o cocô ? Pode ser prisão de ventre.

Leia toda a história em : http://www.monica.com.br/comics/penico/pag1.htm


Muitas mães (de meninas e meninos) comentam da dificuldade de tirar a fralda do cocô. Mesmo que a criança já use calcinha ou cueca pede para fazer na fralda, ou segura até passar mal. Se você é uma dessas mães, bem vinda ao clube. De tanto passar por isso fui investigar e descobri que o motivo pode não ser só para chamar minha atenção como vários psicólogos já me falaram.


Vamos começar do início. A maioria das mães, inclusive eu, tiram a fralda quando a criança começa a avisar que vai fazer xixi, por volta dos 2 anos, por achar que ela está preparada para controlar tudo da cintura para baixo. Pois descobri, tarde demais, diga-se de passagem, que se deve tirar primeiro a fralda do cocô, ou seja, treinar a criança a usar o penico primeiro para a evacuação das fezes para depois ensina-la a controlar a urina. Fica a dica para quem está começando o desfralde.


E se a retenção ou evacuação na fralda não é só um problema psicológico, de querer chamar atenção ou falta de aprendizado, o que poderia ser? Prisão de ventre.


Na criança a prisão de ventre não significa somente falta de evacuação e sim a dificuldade em evacuar, porque ela precisa esforçar-se para fazê-lo. Segundo Sofia Benini[1] “a constipação intestinal, ou prisão de ventre, acomete quase 30% das crianças de 1 a 12 anos, segundo dados da UFRJ, e representa o motivo de 3% das consultas pediátricas em geral”. Muitas vezes a criança sente-se mais confortável fazendo em pé e por isso não quer deixar a fralda.


Segundo especialistas, os sintomas abaixo são sinais de prisão de ventre:


1. Força para evacuação seguida ou não de dor


2. Fezes endurecidas, ressecadas e aumentadas


3. Longos intervalos de evacuação maiores do que 24h, ou seja, dois a três dias, o que faz com que a criança faça menos de 3 cocôs por semana.


4. Pequenos sangramentos junto com as fezes ou no momento da limpeza.


5. Mais de um escape de pouca quantidade de cocô líquido parecido com diarréia, mas que se deve às fezes endurecidas no intestino.


6. Criança que segura o cocô por medo da dor, do sangramento ou da sujeira (do cocô e/ou do banheiro).


A prisão de ventre pode ser momentânea ou crônica. No primeiro caso acontece devido às mudanças alimentares por causa de alterações na rotina como viagens, estadia prolongada na casa de parentes, ausência de um dos pais ou pela ingestão de certos medicamentos. Muitas vezes o motivo da retenção que leva a prisão de ventre pode estar associado ao vaso sanitário de um local diferente ao da casa, o que leva a criança a reter as fezes endurecendo-as e provocando a dor. É um condicionamento que precisa ser revertido. Por exemplo: uma vez que ela reteve as fezes por ter medo do vaso sanitário marrom (enquanto o da sua casa é branco) e sentiu dor, ela poderá associar o fazer cocô a dor, e manterá a postura de retenção. A pressão dos pais para que ela faça pode piorar a situação, fazendo-a imaginar que fazer cocô é a pior coisa do mundo, pois o vaso parece um monstro, a barriga e o bumbum doem e o papai e mamãe brigam com ela por causa disto. Neste caso use de subterfúgios lúdicos. Eu “chamei” a fada do cocô, que com seu pozinho mágico ajudou meu filho a fazer. (parênteses – amo as fadas, elas são as maiores aliadas das mães nos momentos de aperto – fecha parênteses)


Quando os sintomas são crônicos, eles aparecem gradualmente e podem ser causados por alimentação pobre em fibras ou muito protéica, por constituição física (intestino muito longo ou muito curto), hereditariedade ou por doenças como raquitismo e desnutrição. A pressão dos pais no desfralde também pode causar prisão de ventre crônica. Neste caso é essencial a análise de um médico.


Em qualquer um dos casos, a alimentação é a melhor aliada. Abaixo alguns alimentos a serem evitados e outros a serem acrescidos na dieta de crianças com prisão de ventre:


Evitados :


Banana, maçã, arroz, goiaba, frutas verdes, alguns leites em pó, alguns achocolatados.


Acrescentados:


Alimentos ricos em fibra, legumes verde escuros, ameixa, uva passa, castanhas (caju, nozes, portuguesa), Iogurte.


No mais faça o momento do cocô parecer uma brincadeira. Deixe livros, brinquedos e massinha no banheiro para que seu filho/a se distraia e encare o momento como algo legal e não como um castigo.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein



[1] Disponível em :

http://revistapaisefilhos.terra.com.br/htdocs/index.php?id_pg=121&id_txt=2722&break=1

Fonte:
http://falamamae.com/tag/coco
Gonsalves, Paulo Eiró – Tudo sobre a criança: perguntas e respostas. São Paulo: IBRASA, 2003.
Warren, Penny. Kelly, Paula – Tirar a fralda sem choro e sem trauma. São Paulo: Ground, 2008.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Viroses de Verão



Com a chegada do verão e das férias aumenta o transito de pessoas entre cidades e estados, propagando assim as chamadas viroses de verão, que já se manifestaram no litoral Norte e interior de São Paulo e no Rio de Janeiro.

No Guarujá a Sabesp garante que a contaminação não se deu pela água tratada e em Ubatuba as autoridades acreditam que o vírus esteja no ar. No interior de São Paulo também houve aparecimento de casos, o que prova que não se trata de uma doença “exclusiva da praia”. Como não se sabe ao certo de onde vem o vírus, o melhor a fazer é se prevenir.

Beba somente água filtrada e fervida ou mineral, evite consumir gelo fora de casa e só coma alimentos de boa procedência. Raspadinha na praia é uma delícia, mas acho que todos lá de casa contraímos a virose assim. Na dúvida evite, evite, evite.

Independente do vírus, os sintomas mais comuns são: diarréia, náuseas, vômito, dor de barriga, dor de cabeça e febre.

Se surgirem os sintomas prepare o soro caseiro para evitar desidratação (talvez a pior conseqüência da virose), tome um antitérmico e procure um médico ou posto de saúde para certificar-se de que se trata realmente de virose e não de intoxicação alimentar (que requer cuidados médicos imediatos por ser mais grave).

Para fazer o soro caseiro siga as recomendações abaixo:

1. Misture em um litro de água mineral, filtrada ou fervida (mas já fria) com uma colher (do tipo de cafezinho) de sal e uma colher (do tipo de sopa) de açúcar.

2. Mexa bem e dê à criança em pequenas colheradas.

3. Um erro nas medidas pode provocar convulsão em uma criança desidratada. Assim, para evitar erros, pegue uma colher-medida nos postos de saúde de governo. Em um copo com água filtrada coloque uma medida rasa de açúcar (do lado maior da colher) e uma medida rasa de sal (do outro lado da colher).

4. O soro caseiro é usado para combater a desidratação em casos de intoxicação alimentar, insolação ou diarréia ou vômitos.

Outras recomendações médicas e de autoridades é a ingestão de muito líquido (água, sucos, água de côco), uso de protetor solar nos fatores adequados a cada tipo de pele, evitar o sol nos horários de pico das 10:00 às 15:00h, evitar aglomerações, evitar alimentos e bebidas de procedência duvidosa e lavar bem as mãos (básico sempre – evita várias doenças).

Alguns petiscos de praia até são preparados com critérios de higiene, mas transportados sob o sol sem refrigeração, por isso cuidado com alimentos expostos, pois podem causar intoxicação alimentar.

Última recomendação para quem vai à praia. Criança e mar, rio ou piscina podem ser uma combinação perigosa. Nunca deixe seu filho menor de 10 anos (por causa do tamanho e peso) sem supervisão. Evite mais uma dor de cabeça. O mar e os rios sofrem influências dos ventos e das correntes “arrastando” as pessoas para áreas mais fundas sem que elas percebam e se não dá pé para um adulto imagine para uma criança.

Depois de todos os cuidados é só se divertir !!!!!!!!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Adenóide

Imagem : http://portalotorrino.site.med.br/fmfiles/index.asp/::XPRO::/A%2BA%20pronto.JPG



Como fiz recentemente a cirurgia de adenóide no meu filho, várias mães vieram me perguntar sobre o assunto e descobri que o problema é mais comum do que se imagina.
A adenóide é um tecido esponjoso localizado atrás das narinas e serve, na primeira infância, como uma barreira de proteção contra microorganismos, quando o sistema imunológico da criança ainda não está totalmente formado.


Quando há alergias ou inflamações, a adenóide incha obstruindo a passagem de ar e fazendo com que a criança respire pela boca. Algumas das consequências da hipertrofia da adenóide são alteração do céu da boca e da arcada dentária, roncos, apnéia e acumulo de secreção dentro da cavidade da face causando sinusite e/ou otite.


Como o sistema imunológico amadurece por volta dos 6 anos, muitos médicos aguardam a criança atingir esta idade para verificar se há regressão do inchaço, mas alguns preferem operar antes para evitar as complicações.


Não sou médica, só mãe, mas assisti de camarote as conseqüências desagradáveis como as otites de repetição e as doses cavalares de antibiótico que não faziam mais efeito.


No dia-a-dia a adenóide também pode trazer empecilhos. Algumas mães relataram que não conseguem tirar a fralda noturna, pois a criança ao respirar pela boca sente mais sede devido ao ressecamento e tem maior volume de urina a noite; outras que a criança ronca e outras que os filhos estão com problemas comportamentais na escola. Isso porque o acumulo de secreção pode “entupir” o ouvido fazendo com que a criança não responda mais aos estímulos auditivos. Isso não significa que ela esteja surda, mas sim, que o impulso auditivo não está chegando ao cérebro e por isso a criança não reage a ele.


Ouvi um caso de uma criança que foi tratada como hiper-ativa, mas na verdade tinha perda de audição em conseqüência de hipertrofia da adenóide.


Então o que fazer ? Operar antes dos 6 anos ou esperar, já que a adenóide é uma proteção natural do organismo ?


Cada caso deve ser discutido e ponderado entre a família e o médico. “Enrolamos” nosso otorrino quase 2 anos por medo da cirurgia, anestesia, etc... Tentamos alopatia, homeopatia, simpatia. Tudo funcionou por um período curto, mas não resolveu o problema na hora que o inverno chegou.


O que posso dizer é que quando a cirurgia é só de adenóide é simples e a recuperação tranqüila, já quando envolve também a retirada das amídalas, a recuperação é um pouco mais chatinha.
O legal de tudo é que mesmo com o coração na mão por aproximadamente 40 minutos os médicos costumam deixar a mãe entrar e segurar seu filho na sala de recuperação enquanto ele volta da anestesia. É um momento único, similar à sensação de pegá-lo nos braços pela primeira vez depois de nascer. Seu filho se sente protegido e você mais tranqüila de que ele respirará melhor daqui para frente.


Se por acaso seu filho / filha tem problemas de adenóide, converse com o médico e analise a possibilidade da operação. Quanto mais cedo for feita mais fácil a recuperação.



Fonte : Dr. Gilberto Sitchin - IPO





 

sábado, 8 de agosto de 2009

Influenza A - Gripe suína


Há duas semanas as secretarias da educação e da saúde do Estado de São Paulo, decidiram em conjunto com o sindicato das escolas, adiarem o retorno das férias de julho para dia 17 de agosto.

Encontrei duas justificativas para esta data. A primeira é que à partir de 17 de agosto o inverno entra em fase final começando a esquentar o tempo e a segunda é que duas semanas seria o prazo para os hospitais se prepararem para receber um número elevado de doentes já que a volta às aulas aumentaria o número de casos.

Várias mães, apesar de temerosas com a saúde de seus filhos, ficaram enlouquecidas em tê-los mais 15 dias trancados em casa, com a energia acumulada e subindo pelas paredes, principalmente porque na primeira semana choveram todos os dias.

Existem pessoas a favor e contra esta medida. Muitas famílias têm nas pré-escolas a única alternativa de deixar os filhos enquanto trabalham. Apesar do risco são pessoas que não tem muita opção. Ao seu lado estão vários educadores, principalmente da rede pública, que não conseguem enxergar tempo para reposição, já que as aulas irão até 20 de dezembro.

Por outro lado o risco em crianças parece ser alto e ambientes fechados são favoráveis à propagação do vírus, sem falar que crianças pequenas ainda não têm muito discernimento e acabam compartilhando mais do que brinquedos.

O vírus da Influenza A é um vírus mutante que se alastrou rapidamente (60% dos casos de gripe no Brasil já são por H1N1) O que é importante saber :

1. Beber muita água - no mínimo 1 e ½ litros por dia.

2. Fazer uma alimentação equilibrada à base de frutas e verduras, proteínas e carboidratos para fortalecer o sistema imunológico. Evitar gorduras e frituras. Aliás esta receita serve não só para combater a gripe, mas para todos durante toda a vida.

3. Lavar as mãos com frquência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o vírus não é transmitido pelo ar e sim pelo contato com as gotículas de saliva ou pelo jato do espirro. Se alguém tosse ou espirra e as gotículas caem sobre um corrimão, por exemplo, e outra pessoa pega neste corrimão e coloca em seguida a mão na boca e nos olhos pode se contaminar. Por isso evite tocar boca e olhos antes de lavar as mão.

4. Evite aglomerações e lugares fechados. Para quem usa transporte coletivo, é recomendado passar álcool gel (procure, pois está difícil de encontrar) nas mãos e nas narinas antes e depois da viagem.

5. Mantenha a casa arejada.

A recomendação do Ministério da Saúde é que se procure um posto de saúde ou médico de confiança caso tenha os sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, evitando-se os hospitais.

É penoso ver nossos filhos em casa, mas é pior vê-los doentes, por isso cuidado redobrado e muita, muita, muita paciência. Logo o verão chegará e espera-se que o risco diminua.

Boa sorte

Vivian Braunstein

Fontes:
1.
http://www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/Artigos/Pages/epidemia-gripe-suina-duvidas.aspx?iutm_source=site_fleury&iutm_medium=home_destaque&iutm_content=epidemia-gripe-suina&iutm_campaign=fmd#confirmacao


2. Prof. Dr. Odair Alfredo GomesLaboratório Morfofuncional: Faculdade de Medicina - UnaerpFone: 36036744 ou 36036795

3.
http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/08/08/alunos+de+sao+paulo+rio+grande+do+sul+rio+de+janeiro+e+parana+ficam+sem+aula+7752940.html

4. Conselho regional de odontologia do Estado de São Paulo

sábado, 20 de junho de 2009

Campanha de vacinação

Como hoje foi dia de campanha de vacinação contra pólio vou falar um pouco sobre vacinas.
Deveria ser um assunto corriqueiro como comer ou tomar banho, mas ainda existe polemica entorno dele e encontro pessoas que são resistentes às vacinas, inclusive pediatras. Já ouvi de várias mães frases como “o pediatra do meu filho falou para não dar as gotinhas da campanha!!!!!” ou “conheço um amigo que tem um amigo que deu a vacina e a criança ficou doente!!!!!!”
Tudo bem, cada um sabe da responsabilidade que tem quando põe um filho no mundo e como diz o ditado popular “sua cabeça seu guia”. Mas convenhamos, se o mundo todo realiza campanhas e a grande maioria dos médicos recomenda, elas devem funcionar. Várias doenças que um dia foram epidemias estão erradicadas por causa das vacinas.

Realmente algumas vacinas como a contra meningite podem dar febre, é uma reação natural do organismo, mas normalmente os médicos que aplicam a vacina avisam aos pais e prescrevem anti-térmico.

O único problema que vejo na vacinação é que algumas não são encontradas na rede pública, o que faz com que alguns pais não as dêem por não ter condições, porque vacina é uma medicação cara.

Mas de qualquer forma é super importante vacinar os filhos garantindo sua saúde e a das crianças com quem eles se relacionam.

Na primeira vacina do meu filho (com dias de vida) não consegui entrar na sala, mas dei. O pai segurou e eu fique fora chorando mais do que ele, mas tinha consciência de que é melhor a dor da picada do que a da doença ou pior da perda por falta de prevenção.

As vacinas ativam os sistemas de defesa do organismo, criando imunidade contra as doenças que elas previnem.
Peguei uma definição de vacina bem fácil de entender no site Sua Pesquisa:

“Vacina é uma substância produzida com bactérias ou vírus (ou partes deles) mortos ou enfraquecidos. Ao ser introduzida no corpo do ser humano, a vacina provoca uma reação (imunização) do sistema imunológico, promovendo a produção de anticorpos (leucócitos) contra aquela substância. Desta forma, a vacina prepara o organismo para que, em caso de infecção por aquele agente patogênico, o sistema de defesa possa agir com força e rapidamente. Assim a doença não se desenvolve ou, em alguns casos, se desenvolve de forma branda.O pesquisador francês Louis Pasteur foi o pioneiro nas pesquisas com vacinas. Foi ele que desenvolveu a vacina anti-rábica (contra a raiva, doença transmitida aos homens por animais).

Atualmente, existem vacinas para diversas doenças (gripe, malária, poliomielite, febre amarela, rubéola, tétano, etc.) e até mesmo contra determinados tipos de alergias. As campanhas de vacinação, coordenadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde) têm conseguido controlar e, em alguns casos, até mesmo erradicar doenças.”

E aí, depois de tudo isso vai arriscar não dar?

Se você não levou seu filho a um posto volante da campanha tente levar segunda no posto de saúde ou numa clinica particular (quando é vacinação de campanha eles dão gratuitamente). Não brinque com a saúde de seu filho. Um dia ele irá lhe agradecer.
Abaixo o calendário recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria – 2009.


Fonte : http://guiadobebe.uol.com.br/cvacina/calendario_de_vacinacao.htm acessado em 20/06/09

Bjs e boa sorte

Vivian Braunstein

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Doenças de Outono


O outono traz com ele além do frio algumas doenças muito comuns na infância. Isso porque o tempo fica mais seco, a poluição não se dispersa, as pessoas freqüentam lugares fechados e acabam tendo uma alimentação mais “pesada” o que pode causar queda na imunidade. Por estes motivos, as crianças, principalmente abaixo dos 5 anos ficam extremamente suscetíveis às chamadas doenças de outono.

A maioria delas é transmitida pela saliva através das gotículas que saem dos espirros e da tosse, por isso acontecem com mais freqüência em crianças que vão à escola onde estão em maior contato com outras crianças. As doenças mais comuns são as do aparelho respiratório, como resfriados, gripes, rinite, alergia e pneumonia.

O resfriado é uma doença leve das vias aéreas superiores (nariz e garganta) que nem sempre provoca febre, mas apresenta coriza e espirros, já a gripe ataca além do nariz e garganta, também os pulmões provocando febre alta, dores pelo corpo e na cabeça. Ambos são normalmente causados por vírus, são contagiosos e não tem medicação a não ser para os sintomas.

As rinites e alergias são reações do organismo à fumaça, poeira e poluição. Podem até provocar febre, mas os principais sintomas são irritação do nariz, boca e garganta. Neste caso também só há medicação para os sintomas, mas não são doenças contagiosas.

A pneumonia é uma doença grave, infecciosa e contagiosa causada por bactéria, vírus, fungos, parasitas ou aspiração (ex: refluxo que vai para o pulmão). Os sintomas são: tosse com secreção esverdeada ou marrom, dor no tórax, febre alta, falta de ar e calafrios. A melhor prevenção é a vacina dada de duas a quatro doses até o segundo ano de vida, mas se a criança contrair a doença, deve ser tratada com antibióticos.

Muito comum também são as otites e amigdalites. A otite é a denominação médica para infecção de ouvido. A mais comum é a Otite Média que acontece normalmente durante ou após infecções das vias respiratórias ou da garganta, quando o catarro em excesso segue para tuba auditiva. É causada por bactérias ou vírus podendo também acontecer se a criança tem o hábito de mamar deitada. Os sintomas são: dor intensa no ouvido, febre alta, diminuição da audição, falta de apetite podendo ou não ter secreção local. Um médico deve ser consultado sempre que surgirem os sintomas, pois o tratamento se dá através de antibiótico e as conseqüências de otites mal tratadas podem ser até a perda da audição.

A amigdalite é uma doença altamente contagiosa que pode ser causada por vírus ou bactéria. Caracteriza-se por dor de cabeça, de garganta e de ouvido, febre alta, dificuldade para engolir, calafrios, mudança de hálito, de paladar e de olfato, dores musculares, dor de barriga e vômitos. Quando é viral, só é possível tratar os sintomas, mas quando é bacteriana apresenta placas de pus na garganta e deve ser tratada com antibiótico pois se mal curada pode transformar-se em febre reumática.

Quando a bactéria da amigdalite libera uma toxina, “pinta” a pele da criança com manchas vermelhas e texturizadas (parece uma lixa), numa doença chamada escarlatina. Também é altamente contagiosa e deve ser tratada com antibiótico. A escarlatina é uma doença que se não for tratada pode virar nefrite ou febre reumática.

A profilaxia em qualquer um dos casos acima, principalmente quando a doença é causada por bactéria varia de acordo com a filosofia do médico. Já ouvi pediatras que recomendam doses menores de antibiótico que as do tratamento, para aqueles que não estão doentes, mas tiveram contato com crianças doentes, como conheço médicos que não concordam com esta prática.

Contudo a maioria deles recomenda evitar o contato com crianças doentes, lavar sempre as mãos, não compartilhar objetos pessoais, evitar aglomerações, beber bastante água, se alimentar bem, lavar o nariz (lembram dos 10ml de soro fisiológico ?) e evitar ambientes poluídos. Algumas recomendações são quase impossíveis da praticar ou seu filho não irá à escola durante todo o inverno, mas é importante conversar com ele para que não espirre e nem tussa no rosto dos amiguinhos e evite colocar a mão suja na boca.

As soluções “caseiras” para prevenir e aliviar os sintomas e que não atrapalham no tratamento é ingestão de vitamina C, presente em frutas cítricas e no tomate, (para dar efervescente só com consentimento do médico), lavar bem o nariz e fazer inalação com soro fisiológico. Uma bacia com água no quarto, na hora de dormir umedece o ambiente e evita o ressecamento das narinas.

Assim como sempre, não bobeie, se seu filho tiver febre (alta ou baixa) não importa. Leve ao médico !!!!!!!!! Mas de um se não confiar no diagnóstico, pois a maioria das vezes as crianças ficam doentes de madrugada ou nos finais de semana e nem sempre confiamos plenamente no plantonista do pronto socorro por mais competente que ele seja.

É de extrema importância diagnosticar e tratar essas doenças tanto para a garantir a saúde da criança infectada quanto das que tiveram contato com ela, e não esqueça de avisar a escola, para que outras mães fiquem prevenidas.

Ninguém tem culpa de ficar doente, por isso não procure culpados nem se justifique se seu filho adoecer, pois por mais zelosa que possa ser, as crianças, principalmente nos primeiros anos escolares pegam essas doenças mesmo.

Existem outras que acontecem com menor freqüência nesta época do ano, mas não citei porque a maioria delas tem vacina e quase não aparecem mais.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

Sites consultados:

http://hospitalinfantilsaocamilo.com.br/noticias_008.html

http://doencas3302.blogspot.com/

http://www.vaniaassaly.com.br/artigos.asp?artigoID=26

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=3992&ReturnCatID=1765

http://boasaude.uol.com.br/lib/ShowDoc.cfm?LibDocID=4779&ReturnCatID=1787

sábado, 16 de maio de 2009

Seu filho/ filha não come ou come demais ?

Segundo profissionais da área de pediatria e nutrição é comum crianças em fase pré-escolar não comerem muito. Isso porque é a etapa aonde elas crescem menos.

São vários os motivos que as levam a recusarem a comida. A principal é a ansiedade dos pais em fazer com que se alimentem e por isso oferecem comida demais ou inadequada, como doces e beliscos, principalmente fora de hora, fazendo pressão, chantagem, trocas, malabarismos. Tudo isso cria artifícios para que a criança use a alimentação para se firmar e manipular os pais. Quando se diz a ela “se você comer ganha um doce depois” ou “se você não comer vai para o castigo” ela passa a associar a comida a um premio ou uma punição e se você demonstrar o quanto fica aflita / aflito, aí é que seu filho / filha usará a negação para provar sua personalidade independente.

Outra razão comum para criança não comer é a questão do paladar, ou seja, talvez ela não goste do que você está oferecendo. À partir do segundo ano, quando teoricamente a criança já experimentou grande variedade de alimentos, ela passa a selecionar o que gosta ou não de comer. Por isso não adianta insistir no fígado se ela não quer, tente coração de galinha, que também é rico em ferro.

Por outro lado existem crianças que comem demais. Comem de maneira inadequada, ingerindo doces, refrigerantes e carboidratos em excesso. O Dr. Drauzio Varella afirma que até a gordura animal tem alto teor calórico. O que acontece é que se estas crianças tiverem predisposição genética para obesidade, além de mal alimentadas tenderão a serem crianças e adultos obesos.
Nos dois casos, as recomendações são as mesmas: evitar alimentos de baixo valor nutricional, praticar atividades físicas, diminuir o tempo à frente da TV e principalmente não fazer as refeições assistindo televisão. É preciso ter firmeza para mudar hábitos, principalmente nesta fase quando as crianças se afirmam contradizendo os pais.

Ainda segundo os profissionais, as crianças precisam fazer 6 refeições diárias sendo : café da manhã, lanche, almoço, lanche, jantar, lanche.

O café da manhã, assim como os lanches devem ser compostos por leite, com ou sem achocolatado, uma fruta e um cereal. No caso dos lanches o leite pode ser substituído por um laticínio como queijos brancos ou iogurte ou ter todos os elementos num único alimento como um bolo de fruta. O almoço e jantar devem ser “coloridos” compostos de legumes, verduras, cereais, proteínas e carboidratos.

Para suprir as necessidades de alimentares diárias é só seguir as recomendações abaixo :


Vitamina A - É muito importante para a visão e indispensável ao crescimento, pois aumenta a resistência do organismo contra as infecções e assegura a formação e a manutenção do esmalte dos dentes - Cenoura, verduras verde-escuras como couve, brócolis, agrião, frutas (melão, pêssego, mamão), leite, manteiga, gema de ovo.

Vitamina B B1, B2, B3, B4, B5, B6 - Estas vitaminas estimulam o apetite, favorecem a digestão e conservam a qualidade dos nervos, dos ossos e da pele - Levedo de cerveja, leite, queijo, ovos, arroz, verduras verde-escuras, fígado de galinha, fígado bovino, rim bovino, amêndoas, carne bovina.

Vitamina C - Ela repara os tecidos, ajuda na cicatrização de feridas, ajuda no crescimento do feto e no desenvolvimento de ossos e dentes. É um elemento nutritivo que o organismo não armazena; portanto, deve ser renovado diariamente - Repolho cru, tomate cru, melão, manga, laranja, mamão, morango, limão, acerola, kiwi, brócolis.

Vitamina D - É uma vitamina muito importante para assimilação do cálcio e fósforo. Sua falta provoca atrasos no crescimento, deformações ósseas e raquitismo - Fígado, peixe, ovos, leite, manteiga. É muito importante tomar banhos de sol pela manhã, pois o sol é fonte de vitamina D.

Vitamina E - Previne e dissolve os coágulos sangüíneos e atua no metabolismo muscular, aumentando a elasticidade das fibras musculares - Alface, cereais, nozes, amêndoas, fígado, óleos vegetais (amendoim, girassol e soja), ovos, feijão.

Vitamina K - É uma vitamina anti-hemorrágica e, por isto, é imprescindível para a coagulação do sangue - Alface, couve, espinafre, couve-flor, vegetais de folhas verdes, fígado de animais, soja.

Cálcio - O cálcio é vital para o bom funcionamento dos músculos, coração e nervos; é importante também na constituição de ossos e dentes; evita câimbras musculares e previne a descalcificação óssea - Leite, derivados lácteos, sardinhas, semente de gergelim, vegetais verdes escuros (couve, brócolis, agrião), gema de ovo, soja, passas.

Ferro - É indispensável para a formação da hemoglobina (pigmento dos glóbulos vermelhos que fixa e transporta oxigênio) e essencial para a função respiratória. Sua absorção pelo organismo é mais eficaz quando o alimento ou suplemento contendo ferro for ingerido junto com a vitamina C - Fígado, coração, e rins de animais, gema de ovo, vegetais de folhas verdes, feijão, lentilha, carne magra de boi, batata, alcachofra, cereais integrais.

Fósforo - Junto com o cálcio, proporciona rigidez aos ossos e dentes - leite, queijo, peixe, fígado bovino, legumes, chocolate, pão, arroz, cereais integrais, amêndoas, nozes, soja.

Sódio - O sódio e o cloro, combinados, regulam a retenção de líquidos do corpo. No entanto, o cloro e o sódio, sob a forma de sal de cozinha (cloreto de sódio), devem ser usados com cautela. Grandes quantidades de sal não são recomendáveis, pois isto produzirá retenção muito grande de líquidos, que provocam inchaço e pressão alta - sal.

Iodo - Indispensável no funcionamento da glândula tireóide - peixes marinhos, ostras, ovos, frutos do mar, sal enriquecido (iodado).

Fonte : adaptação do site crescer bem - http://www.crescerbem.com.br/

Sem esquecer que bolachas recheadas, doces, chocolates e refrigerantes devem ser consumidos com bastante moderação.

Bjs e boa sorte

Vivian Braunstein

quinta-feira, 5 de março de 2009

Problemas de respiração e fala



Esta semana vou falar de um assunto sério que às vezes não é percebido pelos pais. Com a ajuda da *Dra. Andréa Fermoselle Pires Silva, minha cunhada fonoaudióloga, agrupei alguns textos dela relatando os problemas de fala e respiração mais comuns na infância.

CHUPETA

Se alguém disser que não tentou dar para seu bebê é mentira. A maioria dos pais tenta fazer com que seus filhos peguem a chupeta quando bebês porque é um calmante natural que faz com que se sintam reconfortados e gratificados pela sucção (acham que sai leite de tudo que levam à boca). “Portanto, chupar é importante não só para a sobrevivência física do bebê como também favorece o desenvolvimento da sua formação psíquica e afetiva.” O problema surge por volta dos 3 anos, quando a criança não quer largar a chupeta espontaneamente. Segundo a Dra. Andréa existem algumas dicas para que seu filho / filha largue a chupeta, como ir limitando aos poucos o uso “só para dormir”, ou deixa-la “dormindo” guardada num lugar especial como uma gaveta ou caixa e tentar fazer com que ele / ela “troque” o chupar chupeta por alguma atividade “de gente grande”. A retirada da chupeta é de extrema importância após os 3 anos para evitar problemas dentários e do céu da boca.
Minha outra cunhada, que não é fono, mas mãe de 2 pequenos usou o recurso da Fada (pode ser o Papai Noel ou o Coelinho da Páscoa, mas eles só vem em datas específicas). Fez meu sobrinho pendurar a chupeta no terraço que a fada trocaria por um brinquedo. Ele quase destrocou, mas no fim a mãe foi firme e deu certo.
Espero que vocês tenham mais sorte do que eu, pois nem coisa de gente grande, nem fada, meu pequeno quer mesmo é a “pêpê”.

DISFLUÊNCIA FISIOLÓGICA

Não precisam se assustar com o termo. A disfluência fisiológica ou infantil é a popular gagueira, que acontece por volta dos 3 anos. “A gagueira é um quadro muito mais complexo: além das repetições, ocorrem os bloqueios, que são aquelas interrupções da fala, e estes são mais intensos e incomodam muito mais – falantes e ouvintes – do que as repetições. Para completar o quadro, há os sintomas de ordem afetivo-emocional: medo de falar, fuga de situações de comunicação, tiques. Os sintomas emocionais aumentam a tensão do gago e intensificam as repetições e bloqueios.” A Dra. Andréa recomenda uma visita ao fonoaudiólogo para o diagnóstico e eventual tratamento além de muita paciência para não piorar o problema de seu filho / filha. Sua sugestão para minimizar eventuais constrangimentos é não tratar a gagueira como doença e deixar a criança terminar a palavra/ frase sozinha.

DISFONIA INFANTIL

Outro termo difícil para mais um problema conhecido: A rouquidão. A voz é produzida através da vibração causada pela passagem de ar pelas pregas vocais (garganta) e pela ressonância desse som na boca. Quando há alguma falha neste processo aparece à rouquidão. A Dra. Andréa também dá dicas para minimizar este problema como falar baixo, devagar e sem esforço; evitar falar em lugares muito barulhentos; evitar imitações de animais e personagens que exijam esforços; tomar muito líquido; evitar líquidos muito gelados com o corpo quente e evitar ambientes poluídos.

DISLALIA

Mais um termo difícil para uma velha conhecida, a má articulação das palavras através da troca de sílabas e /ou fonemas. É comum crianças pequenas falarem um pouco errado quando começam a pronunciar as primeiras palavras, mas depois é preciso ficar atento à origem da dislalia para não prejudicar a alfabetização. É importante procurar a orientação de uma fono e um otorrino para fazer exames e detectar se a criança ouve direito, pois pode ser um problema de fala ou de audição. O otorrino do meu filho já me alertou sobre problemas auditivos na fase pré-escolar que podem desencadear a “Síndrome de deficiência auditiva”, aonde a criança simplesmente não responde ao estimulo sonoro. É literalmente o “falar com a parede”. Otites de repetição podem colaborar para o quadro.

RESPIRAÇÃO ORAL

Vai parecer obvio o que vou dizer, mas muitas vezes isto não acontece na vida real: A respiração deve ocorrer pelo nariz!!!!!!! Muitas crianças respiram pela boca devido às obstruções nasais. Este fenômeno acarreta em alterações na face e na arcada dentária, no aparecimento de olheiras, as abas nasais ficam hiperventiladas, surge o mau hálito, o sono fica agitado com presença de baba e ronco, a criança fica sonolenta, tem dificuldade de aprendizado, baixo rendimento físico, falta de apetite e postura incorreta. A respiração oral afeta a musculatura do rosto e impede o fechamento dos lábios. É um problema sério que deve ser tratado em conjunto pelo pediatra, otorrino, fono, alergista, dentista e fisioterapeuta.


Nos primeiros anos de escola é muito comum aparecerem os resfriados, já que a imunidade das crianças ainda é muito baixa e as atividades físicas super estimuladas. Por isso é importante, volto a insistir, fazer lavagem do nariz para limpar a secreção. Isso evita além do entupimento nasal, a passagem da secreção para o ouvido. Mesmo não causando otite, a secreção diminui a atenção auditiva, podendo transformar seu filho/ filha em futuro aluno/ aluna disperso/ dispersa e com problemas de aprendizagem.
Segue novamente a receita: Aplicar 10ml de soro fisiológico a temperatura ambiente em cada narina (o frasco pode ficar fora da geladeira por uma semana, depois deve ser descartado). Eu uso uma seringa de antibiótico (tenho uma coleção delas). Seu filho / filha vai gritar, espernear, vomitar, parecer afogar (mas não se afoga) e por para fora uma massa espessa de catarro, mas posso garantir que há 6 meses, desde que comecei a fazer, meu pequeno não fica mais doente. A saúde deles agradece e nosso bolso também.

Fiquem em paz.

Vivian Braunstein

*Dra. Andréa Fermoselle Pires Silva – Fonoaudióloga especialista em motricidade oral – CRF 7691 – deiafermo@bol.com.br