COMENTÁRIOS

Queridas mãe,

É sempre um prazer receber e compartilhar seus comentários à respeito dos post x suas experiências e dúvidas, todos sempre são publicados com muito orgulho, mas peço um enorme favor : NÃO MENCIONEM MEDICAÇÕES em seus comentários pois não poderei publicar. Não somos médicas e sim mães. Somente um médico pode receitar medicamentos e às vezes um remédio que é excelente para uma criança não faz efeito em outra podendo causar mais danos do que melhora.
Sei que posso contar com a compreensão e ajuda de vocês.

Obrigada por acreditarem nas minhas palavras e por compartilha-las.

Bj

Vivian Braunstein

PARA REFLETIR

Uma vez Fernanda Montenegro respondeu à Marília Gabriela que ser mãe é não dormir nunca mais. Concordo e acrescento: ser mãe é não parar de se preocupar nunca mais. Toda mãe é um pouco médica para cuidar, um pouco engenheira para construir com Lego, um pouco escritora para inventar histórias na hora de dormir, um pouco professora na hora de ensinar e muito mãe na hora de amar.







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terça-feira, 8 de junho de 2010

Educação Infantil : Construtivismo x escola tradicional

Hoje a educação dos filhos é uma das maiores preocupações dos pais. Isso porque vivemos num mundo globalizado e a busca por “um lugar ao sol” se tornou cada vez mais difícil na vida adulta. Muitas empresas fazendo a mesma coisa, muitos candidatos para cada vaga e os marketeiros de plantão “berrando aos quatro cantos” que só se sobressai quem inova.

É claro que a maioria dos pais busca o melhor para seus filhos a partir de suas próprias vivências e dificuldades, sendo muito comum ouvir frases do tipo : “Meu filho vai estudar no exterior” ou “Minha filha vai estudar na USP”, mas antes de pensar na faculdade é preciso pensar na educação infantil.

Na maioria das vezes somos mal informados quanto aos métodos de ensino e escolhemos a escola de nossos filhos usando critérios incompletos.

Já falei sobre a importância de escolher uma escola que seja compatível com as expectativas dos pais quanto à valores, tipo de disciplinamento e sociabilização. Mas acho importante pensarmos também nos métodos de ensino, porque é a partir deles que a criança tomará, ou não, gosto pelos estudos. Não existe método melhor ou pior e sim aquele que se adapta mais à personalidade da criança.

Crianças inquietas e questionadoras ficarão estimuladas pelo método construtivista, enquanto crianças metódicas e disciplinadas absorvem melhor a informação da forma tradicional.

O método tradicional foi usado durante muitos anos pela maioria das escolas onde nós (pais) estudamos e consiste na passagem da informação pelo professor para os alunos numa via de mão única. O aluno senta na classe e assiste à aula. Aprende quem tem maior capacidade de memorização e quem repassa a matéria depois. Não existe questionamento nem busca pela informação. A lição é um reforço do condicionamento dado em sala de aula.

No método construtivista o professor é um mediador entre os alunos e a informação. À partir de situações cotidianas, da natureza ou fantasiosas (história de um livro ou desenho animado) as crianças buscam informações sobre o conhecimento e tiram suas próprias conclusões (normalmente assertiva). As crianças questionadoras em busca de maior autonomia se sobressaem neste método e a lição de casa é uma pesquisa que auxilia no encontro das respostas.

Entender o método da escola é muito importante não só na hora do ingresso, mas também na hora da alfabetização. Numa escola tradicional, provavelmente seu filho sairá escrevendo primeiro (se estiver neurologicamente preparado para isso) pois irá “decorar” as sílabas, já na construtivista irá errar muito antes de aprender por si próprio como as sílabas se compõe.

Meu filho não se daria bem numa escola tradicional, por ser uma pessoa que precisa “passar por isso” para aprender, mas conheço crianças que estariam mais felizes numa situação aonde um adulto provém as informações.

Se o seu filho é como o meu, amará ir a uma escola construtivista que ensina através do questionamento, mas se é ávido por informações e não tem vontade de buscá-las deve ir a uma escola tradicional. A educação correta na primeira infância delimitará o futuro sucesso profissional do indivíduo. Este deve ser um processo natural de evolução e não uma “tortura”.

Observe seu filho, converse com ele e com a professora. Escute experiências de outras mães. Busque uma escola aonde sua criança dê o melhor de si. Quando a educação vai bem, consequentemente o resto também vai. Ouço várias mães reclamarem que seus filhos não querem ir para escola. Talvez não estejam se enquadrando no método de ensino, ficam frustrados e descontam essa frustração no meio (professores, colegas, pais).

Educar é preparar para vida, e preparar para vida envolve escolhas baseadas na percepção das características e necessidades dos filhos. (E ninguém disse que seria fácil !!!!!!!!!!)

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

Fontes:

http://www.crmariocovas.sp.gov.br/dea_a.php?t=011

http://vilamulher.terra.com.br/construtivismo-metodo-que-estimula-o-senso-critico-8-1-55-218.html

SAYÃO, Rosely. Conquista que vai do berço à adolescência. Jornal Folha de São Paulo, 04 de março de 2004, caderno Folha Equilíbrio.

RAPPAPORT, Clara Regina et al. Psicologia do Desenvolvimento - Teorias do desenvolvimento. Volume 1 a 4. São Paulo : E.P.U, 1981.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Reflexões sobre a escola

Foto: http://www.discoverykidsbrasil.com/personagens/princesas_do_mar/galeria/2.shtml

Todo começo de ano escuto mães elogiando, reclamando e se questionando sobre a escola dos filhos. Talvez o problema não seja a escola em si e sim a incompatibilidade das expectativas dos pais com ela.

Para escolher a escola ideal para seu filho é preciso ter muito claro alguns pontos. Não existe unanimidade. Uma determinada escola pode ser excelente para uma criança e péssima para outra. Faça uma lista objetiva do que você espera. É importante ter bem claro a relação de expectativas x produto oferecido.
Se vocês são pais que buscam bons relacionamentos, por exemplo, saibam que precisarão investir mais do que o valor da mensalidade. Para ser aceita no grupo, a criança precisa compartilhar gostos e ações comuns. Não se faz relacionamento de segunda a sexta por ½ período. Seu filho terá de ir a festas (presente), cinema, lanchonete, clube, etc... Isso sem contar as roupas e acessórios que são moda no grupo.

Outros pais buscam o preparo para ingresso em boas faculdades de cursos tradicionais como medicina, engenharia e direito. Estes pais se frustram quando a escola segue uma metodologia diferente da tradicional que é baseada no aprendizado por repetição (a famosa “decoreba” – repete, repete até entrar por osmose). Nada contra este método, muito pelo contrário, a maioria dos adultos com mais de 40 anos estudou assim e temos inúmeros profissionais bem sucedidos no mercado, mas existem outros que estimulam o aluno a pensar e desenvolvem a curiosidade que leva à pesquisa (Como isso acontece, porquê acontece, de onde vem).

Por isso é importante conhecer a escola antes de matricular seu filho. Quando visitei a do meu, fiquei encantada com o discurso da orientadora sobre um projeto aonde as crianças do infantil pesquisavam sobre idade média, reis e castelos a partir de um conto de fadas.

Por outro lado conheço mães que não se sentem confortáveis com este tipo de didática por acreditarem que não estimula seus filhos o suficiente nas áreas que acreditam ser vitais nos estudos. Para elas recomendo a escola tradicional. Porém é preciso ter cuidado para não criar conflito entre as expectativas dos pais e a personalidade dos filhos. Não adianta querer que uma criança extremamente curiosa e aventureira passe as tardes estudando os pintores renascentistas. Provavelmente ela não será uma boa aluna. Não por incapacidade, mas por incompatibilidade. Ela achará tudo chato e se desinteressará pelos estudos, ao passo que, se estivesse numa escola que trabalha o aprendizado por competências, talvez reproduzisse as pinturas renascentistas na aula de artes, e se desenvolveria melhor.

Sempre disse que se a criança não tem problemas físicos ou neurológicos que prejudiquem a aprendizagem, não existe mau aluno e sim aula mal dada ou inadequada ao seu perfil.

Existem inúmeras razões para colocarmos nossos filhos numa escola e não em outra (proximidade de casa, grupos sociais, nome da escola, valor da mensalidade, indicação de amigos ou da mídia), mas que dentro destes critérios entre também o estilo da criança. A escola e o estudar precisam ser encarados pelos pais como o preparo para a vida adulta da criança em todos os aspectos e por isso deve ser uma experiência agradável, afinal ela passará no mínimo 13 anos de sua vida lá.

Reflitam bem e boa sorte.

Vivian Braunstein

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Dia dos professores

Foto : Sociedade dos Poetas Mortos e o Sorriso de Monalisa

Como dia 15 de outubro é o dia dos professores achei importante homenagear estes profissionais que auxiliam no cuidado de nossos filhos, independente da idade que eles tenham. Ser professor é ser especial, pois aquele que compartilha de seu conhecimento com paciência e dedicação merece todo nosso respeito.

Recebi um viral (e-mail que a gente recebe e repassa e não sabe direito de onde se originou) que reflete bem como a relação pais & mestres mudou, quando compara a postura dos pais da década de sessenta que puxavam a orelha do filho quando o boletim vinha com notas vermelhas e a postura atual dos pais que puxam a orelha do professor quando isto acontece. Voltamos a cair na velha história da superproteção e falta de imposição de limites para compensar a ausência e falta de paciência dos pais com os filhos.

Realmente algumas vezes o problema está no profissional, mas muitas vezes está na falta de entendimento da família de que seu filho pode ter algum problema. Escutei de uma mãe, sobre uma criança de 4 anos que tinha medo de bruxa e ela (mãe) gostaria que a professora parasse de contar histórias aonde aparecesse este personagem, para que sua criança parasse de ter pesadelos. Ora, crianças de 4 anos tem pesadelos, mesmo que os pais façam todos os esforços para protegê-las. É a fase dos conflitos e eles serão colocados para fora de alguma forma, com ou sem bruxas. Provavelmente a professora quis estimular a fantasia para que seus alunos pudessem lidar melhor com este tipo de conflito.

Em outro caso escutei de uma mãe que a maioria das crianças estava com dificuldade de aprendizado numa determinada matéria. Provavelmente, neste caso, o problema fosse a didática da professora.

Numa discussão grupal entre os pais, sobre o que dar de presente para os professores, foi um professor que deu a melhor resposta ao mandar, via agenda, um presente de dia das crianças acompanhado de uma carta. Dois balões uma moeda e uma porca. Era para colocar a porca e a moeda dentro dos balões, encher e se divertir com os barulhos e movimentos. Achei genial o resgate do fato de “dar” independente do que. Meu filho se divertiu à beça mesmo quando estourou os balões (a maior diversão de todas).

Acredito que o simples fato de ser homenageado mostra ao professor o quanto ele está sendo recompensado por sua dedicação. Por isso meu sincero obrigada à estes profissionais que se dedicam a ensinar, a pensar, a conviver a sermos pessoas melhores. Independente da idade dos alunos e do curso aonde ministram, parabéns !!!!!!!!

Bjs e boa semana.

Vivian Braunstein

sábado, 8 de agosto de 2009

Influenza A - Gripe suína


Há duas semanas as secretarias da educação e da saúde do Estado de São Paulo, decidiram em conjunto com o sindicato das escolas, adiarem o retorno das férias de julho para dia 17 de agosto.

Encontrei duas justificativas para esta data. A primeira é que à partir de 17 de agosto o inverno entra em fase final começando a esquentar o tempo e a segunda é que duas semanas seria o prazo para os hospitais se prepararem para receber um número elevado de doentes já que a volta às aulas aumentaria o número de casos.

Várias mães, apesar de temerosas com a saúde de seus filhos, ficaram enlouquecidas em tê-los mais 15 dias trancados em casa, com a energia acumulada e subindo pelas paredes, principalmente porque na primeira semana choveram todos os dias.

Existem pessoas a favor e contra esta medida. Muitas famílias têm nas pré-escolas a única alternativa de deixar os filhos enquanto trabalham. Apesar do risco são pessoas que não tem muita opção. Ao seu lado estão vários educadores, principalmente da rede pública, que não conseguem enxergar tempo para reposição, já que as aulas irão até 20 de dezembro.

Por outro lado o risco em crianças parece ser alto e ambientes fechados são favoráveis à propagação do vírus, sem falar que crianças pequenas ainda não têm muito discernimento e acabam compartilhando mais do que brinquedos.

O vírus da Influenza A é um vírus mutante que se alastrou rapidamente (60% dos casos de gripe no Brasil já são por H1N1) O que é importante saber :

1. Beber muita água - no mínimo 1 e ½ litros por dia.

2. Fazer uma alimentação equilibrada à base de frutas e verduras, proteínas e carboidratos para fortalecer o sistema imunológico. Evitar gorduras e frituras. Aliás esta receita serve não só para combater a gripe, mas para todos durante toda a vida.

3. Lavar as mãos com frquência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o vírus não é transmitido pelo ar e sim pelo contato com as gotículas de saliva ou pelo jato do espirro. Se alguém tosse ou espirra e as gotículas caem sobre um corrimão, por exemplo, e outra pessoa pega neste corrimão e coloca em seguida a mão na boca e nos olhos pode se contaminar. Por isso evite tocar boca e olhos antes de lavar as mão.

4. Evite aglomerações e lugares fechados. Para quem usa transporte coletivo, é recomendado passar álcool gel (procure, pois está difícil de encontrar) nas mãos e nas narinas antes e depois da viagem.

5. Mantenha a casa arejada.

A recomendação do Ministério da Saúde é que se procure um posto de saúde ou médico de confiança caso tenha os sintomas como febre repentina, tosse, dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações e coriza, evitando-se os hospitais.

É penoso ver nossos filhos em casa, mas é pior vê-los doentes, por isso cuidado redobrado e muita, muita, muita paciência. Logo o verão chegará e espera-se que o risco diminua.

Boa sorte

Vivian Braunstein

Fontes:
1.
http://www.fleury.com.br/Clientes/SaudeDia/Artigos/Pages/epidemia-gripe-suina-duvidas.aspx?iutm_source=site_fleury&iutm_medium=home_destaque&iutm_content=epidemia-gripe-suina&iutm_campaign=fmd#confirmacao


2. Prof. Dr. Odair Alfredo GomesLaboratório Morfofuncional: Faculdade de Medicina - UnaerpFone: 36036744 ou 36036795

3.
http://ultimosegundo.ig.com.br/gripesuina/2009/08/08/alunos+de+sao+paulo+rio+grande+do+sul+rio+de+janeiro+e+parana+ficam+sem+aula+7752940.html

4. Conselho regional de odontologia do Estado de São Paulo

domingo, 12 de julho de 2009

Retenção escolar – Parte 2


Para entender este artigo é preciso ler primeiro o da semana passada.

Como algumas mães me escreveram contando sobre seus filhos, que ficaram retidos pela idade mesmo estando aptos à alfabetização ou sobre os que passaram sem estarem prontos e precisaram refazer o 1º ano, resolvi pesquisar mais um pouco.

Acredito ter deixado bem clara a minha posição sobre ser extremamente louvável a idéia do governo em aumentar um ano no ensino fundamental principalmente para os alunos da rede pública. Com esta medida espera-se que a criança ao ingressar na escola ainda na fase do lúdico, tenha uma vivência agradável do ensino evitando-se assim a evasão no futuro, pois é muito melhor “pegar o gosto” quando o brincar ainda é mais importante do que no momento da obrigação.

Nas escolas particulares a coisa é um pouco diferente, pois a maioria das famílias coloca seus filhos por volta dos 3 anos e desta forma o ensino pode ser estruturado acompanhando-se o desenvolvimento neurológico da criança, principalmente em estabelecimentos que vão da pré-escola ao ensino médio, onde há coesão na linha do projeto pedagógico ao longo da vida da criança.

O que delimitou a faixa de ingresso no ensino fundamental foi a deliberação CEE nº 73/2008 que coloca a idade de 6 anos completos até 30/06 como limite.

Conversei com uma pedagoga para entender essa limitação e ela me explicou que os alunos em curso não serão retidos simplesmente pela idade, e sim aqueles que ingressarem na escola a partir de 2009. (Isso também não fica muito claro na deliberação)

Não tenho nada contra a retenção, desde que seja feita usando-se como critério o desenvolvimento neurológico da criança e sua capacidade em ser alfabetizada, e não a data de nascimento da criança dentro do mesmo ano. Relembrando ainda que o MEC recomenda que as atividades do primeiro ano não sejam uma “transferência” das atividades da antiga 1º série, e sim um período de transição da educação infantil para o ensino fundamental. Ou seja, em lugar nenhum se recomenda a alfabetização no 1º ano. Segundo a pedagoga com quem conversei, não está em nenhuma lei, mas muitas escolas trabalham com o ciclo de alfabetização que inicia-se no primeiro ano e termina no 3º ou 4º dependendo do projeto pedagógico da escola. Ela também comentou que às vezes tem crianças mais novas com maturidade para alfabetização e maiores que ainda não estão maduras.

Acho que este assunto ainda dará muita discussão, mas continuo acreditando na avaliação individual feita em conjunto entre escola e pais, pois não existe criança padrão.
Espero ter esclarecido algumas dúvidas de vocês.

Bjs e boa semana.

Vivian Braunstein

domingo, 5 de julho de 2009

Retenção escolar antes do primeiro ano


Ao procurar uma nova escola para meu filho esta semana me deparei com uma informação que desconhecia. CRIANÇAS COM 6 ANOS COMPLETADOS À PARTIR DE 01 DE JULHO FICARÃO RETIDAS NO ÚLTIMO ANO DA EDUCAÇÃO INFANTIL, pois o ingresso ao primeiro ano só será permitido a quem completar 6 anos até 30 de junho.

Obtive esta informação em 4 escolas de primeira linha na cidade de São Paulo, com a justificativa de que era uma nova lei e as escolas tem até 2010 para se adequar. Como meu filho cairá nesta “malha fina” e não sou uma pessoa que se conforma muito com retrocessos, a não ser que muito bem justificados, fui investigar.

Encontrei as leis 9394/1996; 11.114/2005 e 11.274/2006 sobre educação, que regulamentam as novas diretrizes escolares e que aumentam o ensino fundamental (6 a 14 anos) de 8 para 9 anos. Mas não encontrei nenhuma referência ao semestre de nascimento da criança. O que achei foram vários sites e blogs que analisam as leis e que deixam claro que seu intuito é aumentar a permanência escolar sem causar rupturas ou traumas ao processo de aquisição do aprendizado. Também fica claro nesta discussão que não se trata de “baixar” o ingresso à antiga primeira série, onde se dava o início da alfabetização e sim criar uma ponte entre a pré-escola e o ensino fundamental.

É claro que esta medida foi tomada para dar um pouco mais de condições às crianças que freqüentam a escola pública, pois se não é obrigatório, muitos pais não matriculam seus filhos. Infelizmente esta é a realidade do nosso país, onde a população carente nem sempre tem compreensão da importância do ingresso dos filhos na escola.

A idéia é super válida, mas as escolas particulares parecem ter definido algumas regras que sinceramente não encontrei. Aliás estão completamente em oposição ao pretendido pelo MEC, que mostrou intenção em fazer a criança se interessar pela escola e não o contrário.

Se ela tem maturidade suficiente para seguir porque ficar retida? De onde saiu esta data de 30 de junho como limite? Se alguém souber favor me avisar, pois realmente não encontrei.

O que achei foi um power point com as explicações do MEC e o blog de um assessor jurídico de Recife afirmando que se a criança tiver 6 anos incompletos, mas maturidade suficiente, deve ir para o segundo ano, sem cursar obrigatoriamente o primeiro. Conheço pais de alunos de escola pública que conseguiram isso.

Outro “gato” que está acontecendo na prática é que as escolas estão afabetizando no primeiro ano, ao contrário do sugerido pelo MEC. O que pareceu é que a lei oficializou o antigo pré-primário, mas as escolas “puxaram” um ano. O que isso reflete na prática?
Muitas crianças ainda não estão aptas a serem alfabetizadas com 6 anos (independente de serem do primeiro ou segundo semestre) e a experiência do primeiro ano vira uma angustia para elas, para os pais e para a própria escola.

Meu conselho a todos que tem filhos entre 4 e 5 anos com aniversário no segundo semestre é que conversem com a coordenação pedagógica da escola aonde seu filho estuda e verifique como a lei está “afetando” a escola. Algumas já estão separando as turmas no último ano para evitar rupturas bruscas.

Por mais que a escola “jure de pé junto” que a criança se adapta bem, nem sempre isto é uma realidade. Até os 7 anos ela está formando seus conceitos e sua personalidade e consegue absorver um ou dois atributos por vez. É mais ou menos como se sua compreensão fosse em 2D enquanto a de uma adulto é em 3D. Por isso é muito importante a parceria pais-escola na definição de qual a melhor solução individual, a fim de preservar o bom desenvolvimento da criança para que este fato não se torne um problema mais para frente.



segunda-feira, 1 de junho de 2009

Vamos mudar a escola - parte 2


Não é novidade, minha posição sobre a maneira como as escolas de hoje transmitem conhecimento aos nossos filhos, mas depois de ver os resultados do ENEM de 2008, fiquei ainda mais preocupada com o futuro deles.

As médias das escolas particulares de São Paulo, em geral foram quase iguais às das escolas públicas. Nada contra estas instituições, mas é de conhecimento geral que, infelizmente as escolas públicas não têm mais a qualidade de ensino que tiveram no passado.

Quanto às particulares, pelo visto também não. Pouquíssimas escolas atingiram média acima de 70 pontos. Grata surpresa, a primeira colocada ser uma escola desconhecida (pelo menos para mim) com “pinta” de escola de bairro (sem pejorativos). E talvez, como comentou um amigo, seja esse o segredo de seu sucesso: em escolas menores é mais fácil trabalhar os alunos individualmente e não como mais um número.

Por curiosidade entrei no site e pelo que li, percebi que o sucesso está ligado exatamente à reinvenção do ensino. A pedagoga desenvolveu um método novo de alfabetização que garante este ensino às crianças do pré. O que isso quer dizer ?

Antigamente as crianças eram alfabetizadas no 1º ano com 7 anos de idade quando se encontravam em fase pré-silábica. Com a proliferação de escolinhas e o excesso de estímulos algumas crianças eram alfabetizadas mais cedo e chagavam ao primeiro ano sabendo ler e escrever enquanto as que não freqüentavam a escolinha entravam na escola ainda não alfabetizadas. Isso dava uma tremenda confusão, pois na mesma sala conviviam crianças que sabiam e que não sabiam ler e escrever.

Para acabar com essa confusão o MEC baixou a idade de ingresso para 6 anos (apesar de garantir que tomou essa atitude para aumentar o período escolar de 8 para 9 anos). Com isso algumas crianças estão aptas e outras não a serem alfabetizadas. Lembrando que não se trata de habilidades e competências, mas de etapas do desenvolvimento. Umas estão mais desenvolvidas do que outras e por isso absorvem mais rápido a alfabetização.

Segundo o site, com o método da pedagoga, todas as crianças conseguem ser alfabetizadas.
Pelo desempenho da escola no ENEM parece que funciona. Ou seja, uma pessoa que conhece o que faz e teve coragem de fazer. Parabéns !!!!!

São atitudes como essa que precisam acontecer mais nas escolas. Não dá para colocar todas as crianças de São Paulo em meia dúzia de escolas que tiveram bom desempenho.

Vivemos numa cidade enorme, precisamos de muitas escolas de qualidade. Repito aqui o que penso a respeito do ensino. Após os 7 anos, quando a criança já passou a fase crítica do desenvolvimento cognitivo e já consegue entender melhor conceitos abstratos, não existe mal aluno em relação a conhecimento adquirido e sim aulas mal dadas. Bons profissionais existem aos montes nas escolas, eles só precisam ser estimulados e reciclados.

É nosso dever como pais exigirmos das escolas que se preparem melhor e consequentemente preparem melhor nossas crianças para essa vida louca e competitiva onde se exige inglês fluente e MBA para cargos onde antigamente era preciso somente ensino médio. Se a base de formação educacional da maioria for fraca, qual será o futuro de nossos filhos?

Nunca é tarde para tentar. Se houver mais dialogo entre escola e pais, pode se chegar a um denominador comum que melhore a qualidade do ensino e consequentemente eleve as notas do ENEM.

Bjs e boa sorte

Vivian Braunstein

sábado, 9 de maio de 2009

Vamos mudar a escola?

Toda vez que encontro com outras mães o assunto sempre gira em torno da criação dos filhos. Acho que isso acontece pela eterna preocupação em criá-los da melhor forma possível e surge aquela necessidade básica de se certificar de que estamos fazendo tudo certo, ou seja, igual a outras mães.

Ultimamente o assunto “escola” tem tomado boa parte das conversas, talvez até porque, hoje seja o local aonde as crianças podem exercer a infância. Ouvi de uma amiga que como não dá mais para brincar na rua, é na escola que a criança aprende a se sociabilizar. Concordo plenamente.

Assim como a sociedade, as famílias e as relações mudaram e o papel da escola também mudou. Hoje ela assume uma importância muito maior na vida das crianças do que na nossa época. Ninguém mais vai pra lá somente aprender a ler e escrever, para fazer contas e para saber que São Paulo é cidade e também estado e que o Brasil é o país aonde vive.

A criança hoje forma sua personalidade a partir das vivências escolares. Não que antes não fosse assim, mas atualmente a escola está no centro da vida infantil, por isso precisa acompanhar as mudanças.

Esta semana passei uma hora conversando com a diretora da escola do meu filho sobre isso. Fui falar de outros assuntos, mas como este veio à tona, vou repetir aqui minha opinião.

A função do adulto é conduzir a criança a um desenvolvimento sadio. Infelizmente muitas mães trabalham fora e delegam esta tarefa à escola, por isso cabe a ela acompanhar e estimular a fantasia infantil e desenvolver a criatividade da criança. Sugeri a diretora que introduzisse temas mais próximos delas como mote para despertar a curiosidade para assuntos dos projetos de sala de aula.

Usei como exemplo a fala de uma mãe no documentário Criança a alma do negócio da Estela Renner (muito bom por sinal e disponível no Youtube). Ela comentou que não gostava que a filha brincasse com a boneca Pocahontas, porque ela sempre seria a Pocahontas, enquanto uma boneca “comum” poderia ser a mãe, a filha, a professora, a médica, etc... Tudo bem, mas não podemos aproveitar que ela é a Pocahontas e introduzirmos lições sobre os índios, mostrando as diferenças entre índios americanos e brasileiros e como cada um vive. Vejam quantos assuntos podem ser explorados a partir da boneca de um personagem. E tudo pode ser feito de forma lúdica, através das brincadeiras.

Outro tema que acho importante e fundamental no auxílio do desenvolvimento é o Sítio do Pica-pau-amarelo. A obra de Monteiro Lobato permanece atual quando enfoca os arquétipos nos quais a criança se projeta: a menina doce e delicada, quase uma princesa; o menino corajoso, quase um herói; a boneca desbocada, alterego das crianças, astuta e egocêntrica; o boneco de milho, sábio e inteligente; o porquinho guloso e desengonçado; a avó querida, um adulto cúmplice das “aprontações” infantis; uma bá, que mima com bolinhos de chuva e o principal: muita magia e imaginação.

A maioria das escolas só utiliza Monteiro Lobato no ensino fundamental através da literatura, mas porque não usa-lo na pré-escola?

As pedagogas em geral reclamam que hoje tudo vem muito pronto, e que a criança não tem mais espaço para trabalhar a criatividade. Porque não fazer um boneco de milho e a partir daí desenvolvem sobre o tema e sobre os assuntos relacionados (feijão, vagem, comida saudável)?

Existem histórias infantis recheadas de ganchos para introduzir o conhecimento, basta agora que os pedagogos abram um pouco a mente e transformem a escola no gostoso quintal igual ao que Janice Burgess tão sabiamente criou para seus famosos Backyardigans.

Bjs e boa sorte.

Vivian Braunstein

domingo, 15 de março de 2009

Gêmeos na mesma sala de aula

"A cumplicidade entre gêmeos é um privilégio, mas pode distanciá-los do convívio social; cabe a pais e educadores incentivar o desenvolvimento autônomo, sem prejudicar a intensa ligação afetiva dessas crianças” (Paola Emilia Cicerone).

Um amigo me pediu que escrevesse sobre a conveniência de irmãos gêmeos estudarem na mesma classe. Tenho mais alguns amigos que também tem filhos gêmeos, então vale para eles também. Pesquisei sobre o assunto e as opiniões divergem.

A psicóloga italiana, Piera Brustia é contra gêmeos na mesma sala de aula. Ela acha que a cumplicidade entre os irmãos pode isolá-los das outras crianças a ponto de fazê-los perder o interesse por outras pessoas e prejudicar o desenvolvimento autônomo de cada um. A psicóloga recomenda que sejam levados em conta os interesses individuais de cada um, inclusive nas escolhas pessoais como brinquedos e roupas.

Já Patrícia Maxwell Malmstrom, autora do livro “Criando filhos gêmeos” não vê problemas em colocar os irmãos/ irmãs na mesma sala. Para a autora ao contrário do que diz a psicóloga italiana, os gêmeos devem ficar na mesma sala pelo menos até o ensino fundamental.

Li alguns depoimentos de educadores de escolas de São Paulo, e todos dizem que a análise vai depender do caso. Conheço escolas que juntam e outras que separam. Li também o depoimento de outras psicólogas brasileiras e elas concordam com a colega italiana, achando que as crianças devem ficar separadas.

Assim como todos os assuntos referentes ao comportamento, existem atitudes que pertencem à raça humana e ao inconsciente coletivo e outras decorrentes da personalidade de cada um, por isso é muito difícil generalizar. Conheço gêmeos que ficam bem juntos e outros que não se adaptam ao serem separados. O ponto comum das opiniões que colhi é que a identidade de cada um deve ser preservada, as comparações evitadas e a convivência com outras crianças estimulada.

Posso dar aqui minha opinião. Acho que se for possível separar, separe. Com certeza será uma experiência muito mais enriquecedora para os gêmeos. Caso não seja possível por falta de duas turmas, ou até por problemas de adaptação de um irmãos / irmãs, é interessante conversar com a professora e com a orientação da escola para que a sociabilização seja estimulada mesmo que na mesma classe.

Deixo aqui a referência dos dois livros que encontrei sobre o assunto, mas não li e não sei se são bons (sendo bem sincera).


Bjs e boa semana.

Vivian Braunstein

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Volta às aulas – Para mães veteranas


Todo ano quando nossos pequenos voltam às aulas percebemos um misto de excitação e ansiedade quanto ao que irão encontrar. As saudades da escola, dos amiguinhos, dos professores e profissionais de apoio que sempre tratam as crianças com muito carinho, fazem com que “caiam da cama” na segunda feira antes de precisarmos chama-los. Nos primeiros anos, provavelmente eles não entendam bem que as classes do ano anterior serão mudadas, as professoras trocadas, alguns amiginhos não estarão mais e novos amiguinhos se juntarão à turma. Nos demais anos talvez já estejam tão acostumadas que ”tiram de letra”.
Mesmo que a escola seja a mesma, e que seu filho / filha esteja completamente familiarizado com tudo, como se a escola “fosse sua”, todo início de ano é uma nova adaptação para as crianças e para os pais que podem ficar angustiados e com dúvidas quanto às mudanças.
Para a criança, num primeiro momento a nova professora toda sorridente e simpática pode se transformar em feia e chata se comparada à “tia” do ano passado, e todo amiguinho novo pode ser encarado como um intruso. Isso é normal e passa após a primeira semana de aulas.
O que reparei neste ano foram algumas insatisfações vindas dos pais, inclusive as minhas, em relação às novas turmas. Conversei com vários pais de outras escolas e todos, sem exceção, tinham histórias (suas e de conhecidos) para contar sobre as expectativas frustradas nas separações de turma.
Acredito que realmente deva ser bem difícil montar uma malha de vínculos, já que vale a máxima popular: “João que gostava de Maria que gostava de José que gostava de Paula que gostava de Antônio e assim por diante”, e que é difícill contentar a todos, mas gostaríamos que nunca fosse o nosso filho o descontente.
O que percebi conversando com educadores de fora da escola e com pais que já passaram por essa situação, é que crianças expansivas acabam sendo “coringas” na formação de turmas, por se relacionarem com outras crianças com maior facilidade. Espero que isso seja bom e que não gere frustrações maiores nessas crianças que precisam aprender a equilibrar a facilidade de adaptação à defesa seus espaços de forma que a sua flexibilidade não atrapalhe seus objetivos e anseios.
A nossa maior missão como pais é orientar nosso filhos para que eles sejam pessoas bem resolvidas, e estruturadas física e emocionalmente, por isso saber lidar com as frustrações é importante, mas fazer valer os seus direitos também é.

Beijos e bom recomeço.

Vivian Braunstein

Volta as Aulas – Para mães de 1º viagem


Esta semana começaram as aulas na maioria das escolas particulares, o que foi um alívio para muitas mães, que já não sabiam mais o que fazer com seus filhos nas férias, mas um momento de angústia para outras tantas que estão colocando seu filho / filha na escola pela primeira vez. Aparecem muitas dúvidas quanto à idade certa, se a escolha da escola foi adequada, qual melhor período – manhã ou tarde, se sua criança irá se adaptar. Tantas dúvidas são normais e parte do aprendizado de ser mãe / pai. De todas as dúvidas somente uma tem resposta exata: Com certeza de uma forma ou de outra, em maior ou menor tempo seu filho / filha irá se adaptar e ser feliz.
Quanto às outras dúvidas, as respostas são relativas e cada criança / família tem um verdade diferente que condiz com sua realidade de vida. Então vamos às opções:
A idade certa – É comum encontrar na literatura pedagógica, a afirmação de que a idade ideal para uma criança ingressar na escola é 3 anos, quando se inicia o processo de triangulação (Édipo) e a relação dual mãe-filho (a) começa a dar espaço à socialização. Era assim antigamente; as escolas só aceitavam crianças acima desta idade. Abaixo disso só na creche, aonde nem sempre havia professoras e pedagogas e sim berçaristas. Hoje, guardando todo o respeito a Piaget, Winnicott e tantos outros que são referencias na educação, a vida das famílias mudou: a maioria das mães trabalha fora e precisa voltar da licença maternidade quando seu bebê tem entre 5 e 6 meses, o acesso à informação está mais fácil (televisão e Internet) e as crianças mais “espertas”. Isso fez com que muitas creches se profissionalizassem para receber esses bebês e a maioria das escolas mudasse a idade mínima para 1,5 anos ou quando a criança já sabe andar. Não sei dizer se a criança está preparada para se separar da mãe nessa idade, mas é certeza que as professoras e orientadoras estão preparadas para esse período de transição – pelo menos nas escolas sérias e preocupadas com a formação individual.
A escolha da escola – Em todas as grandes cidades existe um elevado número de boas escolas. Talvez a maior dúvida seja colocar a criança na “escolinha” (que abrange somente a pré-escola) ou na escola completa (que vai até o ensino fundamental ou médio). As duas opções têm seus prós e contras.
Na escolinha a vantagem está no tamanho menor dos espaços, o que favorece a transição casa-escola, deixando automaticamente o ambiente mais acolhedor. É importante lembrar que a criança tem uma percepção de escala diferente dos adultos e tudo parece maior do que é, podendo gerar desconforto. A desvantagem está no final do curso, onde a criança é obrigada a mudar de escola com 5 anos quando já estabeleceu vínculos. Nesta idade a adaptação em uma nova escola é um pouco mais difícil, pois a criança já possui referencias (do espaço, das “tias”, dos amiguinhos).
Na escola completa as vantagens e desvantagem são o oposto. Um espaço muito grande pode parecer assustador num primeiro momento, mas os vínculos permanecem após o pré.
A escolha tem que ser muito discutida e analisada pelos pais, que devem priorizar o conforto de seus filhos. Criança expansiva tem facilidade de adaptação em qualquer espaço e podem precisar de um grupo maior de amiguinhos para se relacionar, já crianças retraídas podem demorar mais para se adaptar numa escola muito grande preferindo um grupo de referência mais seleto. O importante é que a filosofia da escola seja compatível com o modelo de educação que se usa dentro de casa. Pais liberais não devem por seus filhos em escolas com regras disciplinares muito rígidas, achando que a escola “dará um jeito” em seu filho / filha, porque não funciona. Isso só confundirá a cabecinha de seu filho / filha. O mesmo vale para o inverso e para a escolha do método adotado pela escola. Não vou discutir aqui se o método Montessori é melhor do que Waldorf e assim por diante. Isso deve ser estudado com cuidado pelos pais que precisam analisar qual método é compatível com sua forma de pensar e viver.
Qual período adequado – Este também é um critério que deve partir das características da criança. Se seu filho acorda cedo, é melhor ir à escola de manhã, já se acorda tarde, o período vespertino é o mais indicado. Vou deixar aqui a minha opinião, independente do embasamento teórico que sempre uso para discutir qualquer assunto. Prefiro o período manhã, pois todas as nossas ações na vida adulta resultam de nossos condicionamentos na infância (isso é teoria do comportamento), por isso se vamos ter que acordar cedo por pelo menos 30 anos para trabalhar é melhor ser condicionado desde cedo. Outro fator é o do horário do sono. Se seu filho / filha acorda tarde, automaticamente dormirá tarde e caímos no problema de por na cama para dormir. É claro que existem exceções. Conheço crianças que acordam cedo e dormem tarde e vice-versa, mas no geral o número de horas de sono por faixa etária está num mesmo intervalo em termos de quantidade de horas.
Bom, o recado que gostaria de deixar é que independente das escolhas feitas, a ida à escola pela primeira vez é uma conquista importante na autonomia infantil e deve ser prazerosa. O essencial é que os pais transmitam tranqüilidade a seus filhos, mostrando que eles são indivíduos e que estão aptos a seguirem em suas vidas. A pré-escola ajudará no desenvolvimento e na socialização de seu filho / filha além de ensinar as “matérias”. Lembrem-se uma criança nesta fase não tem referências passadas a não ser aquelas demonstradas por seus pais. Se você teve problemas na escola, não ache que seu filho / filha também terá. Ajude-o a construir a sua própria história de forma saudável e feliz.

Beijos e boa sorte
Vivian Braunstein